Para fazer uma boa negociação é fundamental saber se comunicar, conhecer técnicas e fechar parcerias

Saber negociar não é uma competência exclusiva apenas das pessoas que trabalham na área comercial. Estudos recentes apontam que as pessoas de uma forma geral passam nada menos do que 80% do seu tempo negociando, seja com fornecedores, credores, consumidores, funcionários e até mesmo com familiares. Mas, para ser um bom negociador, em primeiro lugar, é necessário compreender o que é uma verdadeira negociação, que nada mais é do que o processo de alcançar objetivos através de um acordo nas situações em que existam interesses comuns, complementares e inclusive diferentes. Isto é, de conflitos, divergências de interesses, ideias e de posições.

Para quem está interessado em negociar com competência eu aponto hoje alguns requisitos fundamentais, e que sem eles é o mesmo que querer dirigir um automóvel sem conhecer os fundamentos da direção.

O primeiro pré-requisito para uma boa negociação é a habilidade de relacionamento interpessoal. Ou seja, é ter capacidade de se comunicar, de saber ouvir, de argumentar, de adotar uma conduta que gere confiança do lado contrário e de criar um ambiente de cooperação. O relacionamento interpessoal é o alicerce sobre o qual serão estabelecidos os acordos. Sem esse fundamento não existirá base para os entendimentos.

Outro item fundamental é ter domínio do assunto. Não importa o que se vai negociar, o essencial é conhecer com profundidade o que irá tratar ou se correrá o risco de ser atropelado pelo outro lado. Isto implica em ter todas as informações relevantes sobre o objeto da negociação, que incluem aspectos técnicos, características, benefícios, vantagens e desvantagens, pontos fortes e deficientes e valores financeiros. Conforme o tipo de negociação e o grau de profundidade do assunto, deverá também recorrer a dados relativos aos concorrentes, mercado, fornecedores, compradores, vendedores, clientela e até leis do governo que possam afetar a negociação.

Também é essencial conhecer as técnicas de negociação, que por sinal são muito deficientes no Brasil. Com exceção de profissionais de alguns segmentos sindicais e de um pequeno número de empresários e de profissionais em compras e vendas, a maioria dos negociadores brasileiros se revela despreparada em relação aos processos e etapas da negociação, com prejuízos significativos para os resultados de um bom e proveitoso acordo.

Por fim, toda negociação envolve parceria entre comprador/vendedor, chefe/subordinado, empresa/funcionário, professor/aluno, marido/mulher e assim por diante. Pode-se até não gostar do parceiro, como por exemplo, o chefe, um empresário, sindicalista ou comprador. Mas, a verdade, é que ele representa a contraparte da negociação. E sem a contraparte não existe transação.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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