Pesquisa aponta que empresas de produtos de consumo e do varejo precisam ser mais velozes, eficientes e transparentes

Guilherme Nunes, sócio-líder de Consumo e Varejo da KPMG no Brasil.

A maior preocupação dos líderes das empresas de produtos de consumo e do varejo no Brasil é a demanda por velocidade, eficiência e transparência (32%), seguida da competição com empresas de plataforma e comércio eletrônico (29%) e novos concorrentes disruptivos (26%). Estas conclusões estão na pesquisa “Global Consumer Executive Top of Mind 2018”, conduzida pela KPMG Global com 530 executivos do setor de consumo e varejo, dos quais 68 são brasileiros.

Os entrevistados também foram questionados sobre o grau de maturidade de suas organizações em três áreas-chaves. No Brasil, a maioria das empresas indicou ser ainda iniciante em transformação digital (54%), centralidade no cliente (51%) e cadeia de suprimentos responsiva (57%). Nessas mesmas áreas, apenas 7% indicaram estar em um nível de maturidade avançado em termos de transformação digital, 2% em relação à centralidade no cliente, e 11% em se tratando de uma cadeia de suprimentos responsiva.

“As empresas de bens de consumo e varejo têm sido impactadas por mudanças nos hábitos e nas expectativas do consumidor, novos competidores e inovação digital. Identificamos, através da pesquisa, como principais tendências a presença de novos competidores disruptivos, a demanda por maior eficiência e rapidez, o avanço da tecnologia e varejistas criando seus próprios produtos”, afirma o sócio-líder de Consumo e Varejo da KPMG no Brasil, Guilherme Nunes.

A pesquisa também revelou que essas empresas continuam dependentes das lojas físicas. Elas ainda são responsáveis, mundialmente, pela maior fatia de vendas, proporção que é mais acentuada no Brasil, onde, para as empresas respondentes, no último ano, 69% das vendas aconteceram por esse canal, contra 14% por canais próprios na internet, 11% em marketing/venda direta e 6% por lojas virtuais parceiras.

Segundo os executivos do Brasil, no futuro próximo (2020), 61% das vendas ainda devem ocorrer por canais físicos, sendo que apenas 17% dos entrevistados pretendem diminuir o número de lojas físicas. No caso das empresas de produtos de consumo, a tendência de vender produtos diretamente para o consumidor final, sem intermediários, foi indicada por 41% dos respondentes. A pesquisa da KPMG também revelou que 22% das empresas brasileiras respondentes esperam alcançar crescimento na receita de 10% ou mais neste ano fiscal.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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