Economia estagnada exige que empresas façam uma reestruturação urgente para não correrem o risco de fechar as portas
A estagnação da economia e a instabilidade do cenário político acabaram provocando o fechamento de muitos negócios e a maior parte das empresas se viu obrigada a demitir funcionários para garantir a sua sobrevivência. Diante desse cenário, é fundamental que os empresários repensem a estrutura na qual o seu negócio está baseado.
E neste período de crise, a reestruturação empresarial consiste em entender o que funciona e o que não funciona dentro desse cenário, e promover mudanças estruturais e de cultura até que novos resultados sejam alcançados. Agora, os empresários devem estar cientes que a mudança não é apenas momentânea, mas sim efetiva, já que incluirá transformações mais profundas no modelo de negócio.
Uma reestruturação neste momento precisa questionar, por exemplo, tudo que agrega e também o que não agrega valor ao negócio, para então levar em conta decisões orientadas por um objetivo. E através de um diagnóstico empresarial é possível fazer uma análise profunda nas áreas financeira e operacional da companhia, auditando os ativos e os passivos, os meios de precificação dos produtos, os contratos com fornecedores e outros processos essenciais para a operação. Por isso, esse trabalho deve ser feito o mais rápido possível, caso contrário o acúmulo de problemas não identificados e, consequentemente, não remediados, impossibilitará a reestruturação eficiente da empresa.
Eu conversei com vários consultores de empresas e pedi a eles que me apontassem alguns sinais que alertam para a necessidade de reformulação do desenho de negócio. Entre estes sinais estão a queda das vendas; lucros insuficientes para garantir o fluxo de caixa; a descapitalização a ponto de prejudicar o pagamento de salários e dívidas com fornecedores; e a falta de controle sobre os resultados financeiros.
Mas é importante que o empresário tenha em mente que a opção pela reestruturação de uma empresa em tempos de crise é um mecanismo que procura recuperar negócios que perderam a saúde financeira e não conseguem se reerguer por conta própria por estarem diante de uma desaceleração econômica. Pode também ser uma medida para blindar a empresa para que não sofra – ou sofra menos – com os fatores externos.
Por outro lado, todo processo de reestruturação acaba causando incertezas no ambiente corporativo e o clima organizacional é afetado. Os colaboradores podem se sentir inseguros, prejudicando diretamente a produtividade. Por isso, a reestruturação precisa ser transparente, de forma a oferecer um ambiente colaborativo e de confiança. Quanto aos funcionários, eles precisam abraçar a ideia da mudança como algo bom para a empresa e, consequentemente, para manutenção de seus empregos e do ambiente de trabalho.


