Economia estagnada exige que empresas façam uma reestruturação urgente para não correrem o risco de fechar as portas

A estagnação da economia e a instabilidade do cenário político acabaram provocando o fechamento de muitos negócios e a maior parte das empresas se viu obrigada a demitir funcionários para garantir a sua sobrevivência. Diante desse cenário, é fundamental que os empresários repensem a estrutura na qual o seu negócio está baseado.

E neste período de crise, a reestruturação empresarial consiste em entender o que funciona e o que não funciona dentro desse cenário, e promover mudanças estruturais e de cultura até que novos resultados sejam alcançados. Agora, os empresários devem estar cientes que a mudança não é apenas momentânea, mas sim efetiva, já que incluirá transformações mais profundas no modelo de negócio.

Uma reestruturação neste momento precisa questionar, por exemplo, tudo que agrega e também o que não agrega valor ao negócio, para então levar em conta decisões orientadas por um objetivo. E através de um diagnóstico empresarial é possível fazer uma análise profunda nas áreas financeira e operacional da companhia, auditando os ativos e os passivos, os meios de precificação dos produtos, os contratos com fornecedores e outros processos essenciais para a operação. Por isso, esse trabalho deve ser feito o mais rápido possível, caso contrário o acúmulo de problemas não identificados e, consequentemente, não remediados, impossibilitará a reestruturação eficiente da empresa.

Eu conversei com vários consultores de empresas e pedi a eles que me apontassem alguns sinais que alertam para a necessidade de reformulação do desenho de negócio. Entre estes sinais estão a queda das vendas; lucros insuficientes para garantir o fluxo de caixa; a descapitalização a ponto de prejudicar o pagamento de salários e dívidas com fornecedores; e a falta de controle sobre os resultados financeiros.

Mas é importante que o empresário tenha em mente que a opção pela reestruturação de uma empresa em tempos de crise é um mecanismo que procura recuperar negócios que perderam a saúde financeira e não conseguem se reerguer por conta própria por estarem diante de uma desaceleração econômica. Pode também ser uma medida para blindar a empresa para que não sofra – ou sofra menos – com os fatores externos.

Por outro lado, todo processo de reestruturação acaba causando incertezas no ambiente corporativo e o clima organizacional é afetado. Os colaboradores podem se sentir inseguros, prejudicando diretamente a produtividade. Por isso, a reestruturação precisa ser transparente, de forma a oferecer um ambiente colaborativo e de confiança. Quanto aos funcionários, eles precisam abraçar a ideia da mudança como algo bom para a empresa e, consequentemente, para manutenção de seus empregos e do ambiente de trabalho.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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