O cenário do mercado de licenciamento no Brasil

O cenário do mercado de licenciamento no Brasil

O sucesso de filmes, séries de televisão e videogames faz com que muitas pessoas, jovens e adultos, queiram ter uma recordação de seus personagens preferidos em suas casas ou locais de trabalho. Essa é a ideia por trás do mercado de licenciamento de produtos, um nicho que permite aos fãs comprarem diversos itens com a marca de seus heróis e celebridades favoritos. Esportes, Televisão e Internet são apenas algumas áreas que lucram com a venda desses produtos – mas é o universo geek que se transformou em sua principal fonte de receita.

Utilizar uma determinada marca, imagem ou propriedade intelectual e artística registrada, e transformá-la em produto, rendeu R$ 18 bilhões para o varejo em 2017, de acordo com a Abral (Associação Brasileira de Licenciamento) – um crescimento de 50% nos últimos cinco anos. Estima-se que até o fim de 2018 serão 500 empresas licenciadas e 600 licenças disponíveis (80% estrangeiras), gerando mais de 1500 empregos diretos. Desse total, 57% corresponde exclusivamente à categoria de entretenimento, que reúne cinema e televisão e agrega franquias como Star Wars e Harry Potter e marcas como Marvel e DC Comics.

Dessa forma, a empresa que trabalha com produtos licenciados precisa estar antenada com as novidades deste nicho de mercado, principalmente os lançamentos dos principais filmes ao longo do ano e as séries televisivas que fazem sucesso com o público, seja composto por crianças, jovens ou adultos. É essencial estar no momento certo, com os produtos que agradam os consumidores e, principalmente, com a mensagem que irá impactá-los. Por isso, o investimento em produtos voltados a este segmento exige um planejamento a longo prazo para antever as demandas.

Para descobrir se a marca que você pretende licenciar irá gerar o retorno esperado, é preciso avaliar, de forma criteriosa, as razões que explicam o sucesso e a própria compatibilidade dos valores da empresa com aqueles cultuados pelo seu público-alvo. Vale lembrar que a marca ou personagem eleito por você não deve ter apenas uma grande exposição no mercado ou no mundo do entretenimento. É necessário que ela engaje o público a ponto de criar defensores voluntários de sua imagem. Marcas famosas como Galinha Pintadinha e Mauricio de Souza estão aí para provar que é possível ter sucesso e se tornar referência nesse mercado.

Mesmo assim, o setor de licensing ainda apresenta desafios às empresas envolvidas. O mais importante é encontrar parcerias rentáveis para desenvolver e distribuir produtos com qualidade. Essas organizações precisam compartilhar os mesmos valores e expectativas para que, juntas, possam atingir o resultado esperado. Também é preciso estar atento a todos os passos dos consumidores e entender o que os motivam e agradam. Eles estão em constante transformação.

Trabalhar com produtos licenciados é mais do que simplesmente vender produtos. Na verdade, o que você estará oferecendo às pessoas é a emoção que aquela marca ou personagem representa em suas vidas. Preço, estoque e diversidade de portfólio são importantes, sem dúvida, mas é esse sentimento que cada item suscita que representa o principal ativo do setor. Respeitando e entendendo isso, você dará o primeiro passo o sucesso comercial.

O artigo foi escrito por Felipe Rossetti, que é sócio-fundador da Piticas, empresa criada com o irmão, Vinícius, que se tornou uma das maiores fábricas de camisetas especializadas em estampas da cultura pop do país, produzindo 17 mil camisetas por dia, com mais de 500 funcionários e mais de 300 lojas franqueadas espalhadas pelo país, além do e-commerce próprio na Internet.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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