37% das empreendedoras brasileiras começam seus negócios sem dinheiro

37% das empreendedoras brasileiras começam seus negócios sem dinheiro

Empreender no Brasil não é fácil e alguns números ajudam a explicar os riscos e as dificuldades quando segmentamos essa análise entre as mulheres empreendedoras. Um dos principais dados desse universo surpreende: Apenas 3% das empreendedoras contaram com empréstimos bancários para começar seus negócios. A maior parte iniciou sem nenhum recurso (37%), recorreu a poupanças (17%) ou salário próprio (13%).

Essa realidade acaba de ser publicada pela Rede Mulher Empreendedora – RME, responsável pela pesquisa nacional “Empreendedoras e seus negócios 2018”, que em seu terceiro ano consecutivo contou com a participação de duas mil respondentes e com o apoio da Avon e do Instituto Rede Mulher Empreendedora.

Outro ponto de atenção encontrado no estudo refere-se às contas pessoais e jurídicas. 97% das respondentes possuem conta pessoal, mas apenas 43% possuem conta jurídica, o que gera a mistura de gastos pessoais com os de negócios, hábito prejudicial para a gestão da empresa.

Para Ana Fontes, fundadora da RME e Instituto RME, “é importante para o ecossistema empreendedor compreender os interesses das mulheres empreendedoras e as dificuldades que elas têm enfrentado na gestão de seus negócios, como, por exemplo, o acesso a crédito e o impacto da relação entre as PMEs e grandes empresas”.

Produtos bancários

Quando as empreendedoras administram o negócio pelo conta física, o cartão de débito é o principal meio para quitar os gastos da empresa, com 68% de incidência, seguido pelo cartão de crédito (57%) e cheque especial (19%). Em apenas 13% das vezes as empreendedoras recorrem a empréstimos bancários.

Já quando consideramos o uso da conta jurídica, são poucas as linhas de crédito disponíveis. A grande maioria não possui: 42% a 74%, a variar de acordo com o tipo de produto. Entre as que possuem, as mais utilizadas são cheque especial (19%), capital de giro (23%), financiamento (20%) e rotativo no cartão de crédito (12%).

Empréstimos

Segundo análise dos resultados da pesquisa, a empreendedora não considera empréstimos como um investimento na fase inicial do negócio: 59% não solicita por medo de fazer dívidas; 14% não solicita por falta de necessidade; e 14% não o faz por pensar que o banco não irá conceder o empréstimo.

Conforme o empreendimento evolui, ela passa a considerar o empréstimo, para dívidas ou investimentos. Entre as donas de negócios consolidados, 51% já solicitou empréstimos nos últimos 5 anos.

Informações técnicas

Pesquisa quantitativa online de abrangência nacional, o estudo Empreendedores e Seus Negócios” foi realizado a partir de questionário de autopreenchimento com 63 perguntas, aberto entre 21 de junho e 12 de agosto de 2018. A coordenação geral da pesquisa foi feita pela RME, a coleta de dados feita pela Qualibest, análise e estratégia do estudo ficou a cargo da especialista Patricia Kouzmine da KZM Research.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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