Como investir durante o período da eleição?
Em período de eleição, quando o mercado apresenta sinais de volatilidade, principalmente, refletindo o cenário apontado pelas pesquisas, é comum que surja a pergunta sobre qual a melhor estratégia de investimentos adotar no período. Na virada para o segundo turno, por exemplo, a bolsa registrou uma variação positiva significativa. Para Tiago Reis, CEO e fundador da casa de análise financeira Suno Research, qualquer euforia deve ser analisada com cautela. “É tentador cair na euforia. Mas é importante que o investidor desenhe uma estratégia a longo prazo e vá além das reações pontuais”, aconselha.
Levando em conta o momento eleitoral, Reis separou algumas dicas para investidores. “Minha estratégia é investir em renda variável independentemente de quem ganhar. Obviamente, buscando ativos que sobrevivam em um cenário adverso e prosperem caso um cenário positivo ocorra”. Confira abaixo as dicas:
1- Os ativos escolhidos devem ter as seguintes características:
Margem Alta:
Empresas de margem estão mais distantes de operar no prejuízo em caso de uma situação adversa. Caso as vendas caiam, em geral, ainda operam com margem positiva e no lucro. E é difícil uma empresa lucrativa ter problemas financeiros. Uma margem líquida superior a 10% já pode ser vista como interessante.
Endividamento Baixo:
O endividamento elevado que leva as empresas a pedir recuperação judicial. Portanto, a melhor forma de se evitar empresas que possam vir a ter problemas é investir em empresas que possuem um endividamento baixo.
Endividamento baixo, como regra de bolso, são as empresas que possuem endividamento inferior a 100% do patrimônio líquido e menos de 3 vezes o EBITDA.
Valuation atrativo:
A margem de segurança na aquisição de ativos ocorre quando você adquire ativos negociados abaixo do valor intrínseco, que é calculado através do valuation.
2- Diversificação:
O investidor deve ter uma carteira diversificada de ativos com essas características. Uma diversificação tanto em quantidade de ativos, como em classe desses ativos.
Uma carteira com 15-20 ativos é mais do que suficiente para garantir uma saudável diversificação. Mais do que isso é exagero. Além disso, é importante ter ativos de classes diferentes, tais como: empresas brasileiras consolidadas, small caps, fundos imobiliários e ações internacionais.
A ponderação em cada classe de ativos para cada investidor deve ser considerada de maneira individual. Cada investidor é diferente do outro. Esta é uma estratégia que não funciona 100% dos meses, mas funciona no longo prazo.


