Embalagem é fator determinante no momento de vender um produto. Por isso, empresas passaram a investir mais em design

Embalagem é fator determinante no momento de vender um produto. Por isso, empresas passaram a investir mais em design

A embalagem é o principal item de conexão e de comunicação entre o consumidor, o produto e a marca. Por exemplo, se a embalagem não for condizente com o produto e não chamar a atenção de quem o compra, a chance do consumidor não perceber o produto é muito grande. Só para se ter uma ideia, pesquisa da Nielsen aponta que nada menos do que 70% das decisões de compra são tomadas na frente de uma gôndola, sendo que 50% das aquisições são feitas por hábito. E ainda tem mais: o consumidor fica, em média, 15 segundos na frente de uma gôndola e foca sua atenção no máximo 1,6 segundo em cada ação no ponto de venda. Diante desses dados dá para concluir que a embalagem tem grande influência na hora das compras.

Por esse motivo, as empresas estão investindo mais em design. Estudo da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) comprovou que 75% das empresas que investiram em design registraram aumentos em suas vendas. E o mais importante é que 41% das companhias também conseguiram reduzir os seus custos.

Agora, é importante compreender que uma embalagem vai muito além do fator estético. Ela tem que chamar a atenção pelo seu design, transparecer os valores da marca, mostrar preocupação com a conservação do produto, respeitar a legislação vigente e ainda agregar sustentabilidade em seu processo de fabricação.

Quanto às cores de uma embalagem, já existem vários estudos que indicam como cada uma delas influencia o consumidor de maneiras diferentes. 85% dos consumidores indicam a cor como principal fator de compra de um determinado produto. Eu conheço uma pessoa que não compra nada que tenha a cor verde.

As cores quentes são o vermelho, laranja, amarelo e todos os tons que sejam obtidos da mistura dos três. No geral, essas cores trazem energia, chamam a atenção e estimulam o desejo do consumidor.

Já o azul, verde e roxo são exemplos de cores frias. São mais calmas e aconchegantes, mas devem ser utilizadas com cuidado para não transmitir sobriedade em excesso. Por sua vez, os tons neutros, como preto, branco e cinza, devem ser usados com parcimônia. O preto traz distinção e luxo, mas em excesso pode deixar uma impressão muito pesada. Já o branco é sinônimo de calma e paz, mas também de vazio. O cinza é tido como uma cor neutra e sem personalidade, embora seja associada com sucesso a produtos tecnológicos e metálicos.

Portanto, se a embalagem ou a cor não estão atraindo os consumidores para comprarem seus produtos, está mais do que na hora de contratar um bom profissional e fazer as mudanças o mais rápido possível.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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