Proteste não vê vantagens no crediário do cartão de crédito para os consumidores

Nesta terça-feira (2), a Proteste, Associação de Consumidores, fez uma simulação com a nova modalidade de parcelamento lançada pelos bancos na última quarta-feira, 27. O chamado “crediário do cartão de crédito” é a única de 21 medidas defendidas pelo setor para reduzir os juros cobrados dos consumidores.
Para fazer a simulação, a Proteste utilizou as taxas que serão cobradas ao mês pelos bancos Santander (a partir de 1,99%), Bradesco e Itaú (de 0,99% a 3,99%). Caso o consumidor faça uma compra de R$ 1.000,00 e parcele em 24 vezes na modalidade do crediário do cartão de crédito, ele poderá pagar até, dependendo do banco escolhido, R$ 572, 47 a mais que o valor original da compra. Mesmo levando em consideração a taxa de juros mínima, de 0.99% ao mês, o consumidor ainda pagará R$ 65,51 a mais que o valor total da compra.
A modalidade é vista pela Proteste como uma forma para acabar com o parcelado sem juros, porém não oferece nenhuma vantagem para o consumidor. “Percebemos um envolvimento das grandes instituições bancarias para acabar com o parcelamento sem juros no cartão de crédito, seja através de projetos de lei como o 344/18, seja com essa nova modalidade que é o crediário do cartão de crédito. Todos perdem, especialmente os consumidores, menos os bancos” diz Henrique Lian, Diretor de Relações Institucionais e Mídia da Proteste.








