Bancos recorrem à mensageria para reduzir custos e elevar conversão em serviços financeiros

Bancos recorrem à mensageria para reduzir custos e elevar conversão em serviços financeiros

Dados mostram queda de até 50% no atendimento humano

Bancos e fintechs têm ampliado o uso de canais de mensageria como forma de reduzir custos operacionais e aumentar a conversão na (venda de produtos) e serviços financeiros, em um cenário de alta digitalização e pressão por eficiência no setor.

O movimento ocorre em um contexto em que instituições financeiras buscam ganhos de eficiência diante do aumento do custo de atendimento e da necessidade de escalar operações digitais com maior capacidade de resolução.

Levantamento da Blip com base em interações em operações financeiras indica que iniciativas com uso de inteligência conversacional registram redução de até 50% no volume de atendimentos transferidos para humanos, além de impacto direto em receita, com R$ 4,5 milhões movimentados por meio de interações conversacionais.

Os dados mostram que, embora 82% das transações bancárias no Brasil já ocorram em canais digitais, a experiência do cliente segue como um dos principais gargalos do setor, especialmente em jornadas de atendimento, cobrança e resolução de problemas.

Uso cresce fora do horário bancário

Segundo o levantamento, o uso de aplicativos de mensagem para resolver questões financeiras se intensifica fora do horário comercial, com maior engajamento no período noturno, entre 19 e 23h.

O comportamento indica uma mudança na forma como consumidores interagem com serviços financeiros, priorizando canais mais acessíveis e disponíveis em tempo integral.

O levantamento também aponta variações regionais relevantes que indicam oportunidade de personalização. Estados como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Bahia apresentam taxas de resposta superiores às de São Paulo, sugerindo espaço para estratégias mais segmentadas e ganhos de performance a partir da personalização.

Relacionamento contínuo supera campanhas

Outro dado observado é a performance superior de comunicações voltadas ao relacionamento contínuo em comparação a campanhas tradicionais de venda. Mensagens de engajamento apresentam maior taxa de interação e continuidade na jornada, impactando diretamente indicadores como retenção e conversão.

Para Rodrigo Battella, diretor da Área de Soluções Financeiras e do Ecossistema de Pagamentos da Blip, o movimento reflete uma mudança estrutural no setor. 

Há uma migração de um modelo baseado em campanhas para outro baseado em relacionamento contínuo, com maior relevância contextual, menor fricção operacional (e focado na conversão), afirma Battella.

As renegociações concentram o potencial de receita. Os dados também indicam um descompasso entre adesão e resultado em jornadas de renegociação de dívida.

Embora a participação do público nesses fluxos ainda seja limitada, trata-se de uma das frentes com maior impacto em geração de receita, apontando para oportunidades de ganho de eficiência com abordagens mais direcionadas.

Mensageria avança como camada operacional

Na base analisada pela Blip, operações com uso de inteligência conversacional registraram:

  • R$ 4,5 milhões em vendas realizadas por meio de conversas
  • 92% de retenção em jornadas automatizadas
  • 80% de satisfação dos usuários
  • redução de até 50% no atendimento humano
  • 46,8 mil acordos realizados com apoio de inteligência artificial

Segundo a empresa, os dados indicam que a mensageria vem sendo incorporada não apenas como canal de atendimento, mas como ferramenta para ganho de eficiência operacional e geração de receita.

Apesar do avanço tecnológico, a experiência do cliente permanece como um dos principais fatores de diferenciação no setor financeiro.

Problemas relacionados a autoatendimento pouco resolutivo e dificuldade de acesso a suporte continuam impactando tanto a percepção do consumidor quanto os custos operacionais das instituições.

Nesse contexto, a tendência é de ampliação do uso de soluções que integrem automação e atendimento humano, com foco em redução de fricção e aumento de resolutividade.

Crédito da foto: Freepik

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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