Factoring pode solucionar problemas financeiros de empresas de todos os tamanhos

Factoring pode solucionar problemas financeiros de empresas de todos os tamanhos

Hoje, há cerca de 70.000 pequenas e médias empresas que fazem uso dos serviços factoring. Os montantes financeiros envolvidos nas transações comerciais superam a marca de R$150 bilhões anuais. Segundo a Anfac (Associação Nacional das Sociedades de Fomento Comercial), o giro da carteira de operações entre 2016 e 2017 pelos associados da entidade foi cerca de R$ 300 bilhões. O fomento comercial que resultou neste montante atendeu em sua maioria pequenas e médias empresas com destaque para os setores industrial, de alimentação e farmacêutico. Mas, o que é o factoring?

Presente em mais de 60 países, essa atividade comercial funciona como um processo mercantil, no qual uma empresa (cliente) recebe à vista da empresa de factoring o valor de uma venda a prazo feita a terceiros, ou seja, o factoring antecipa o crédito, compra a duplicata e passa a ser a responsável pela cobrança e recebimento da venda ou a administradora dos recursos que serão recebidos no futuro. O factoring pode antecipar o pagamento de cheques, pagamentos com cartões de crédito, duplicatas, recebíveis e outras vendas efetuadas a prazo.

Os perfis das empresas atendidas por Factorings são variados, desde micro, pequenas e médias empresas, que estão começando no mercado, até aquelas que já estão consolidadas. Essa diversidade é atestada pelo fato de que ao contratar o factoring, as empresas desejam obter capital de giro e gestão financeira adequada, ou seja, ao contratar uma empresa de fomento mercantil, não significa que estejam endividadas ou em risco, mas sim que desejam antecipar operações de investimento do negócio.

Vantagens e benefícios

Entre as principais vantagens de se contratar o factoring estão a relação mais direta entre a empresa e o cliente, a menor burocracia durante as operações e o custo muito menor dos fatores de desconto aplicados aos processos, mais baratos se comparados aos custos de um cartão de crédito ou cheque especial, por exemplo, conforme indica Valdir Piran Jr., vice-presidente da Piran Factoring, que há 26 anos atua no mercado. Segundo Piran Jr. outra grande vantagem é o fato das factorings serem mais ágeis que os bancos na hora de avaliar os perfis das compras de crédito solicitadas.

“Para as empresas, as vantagens de se contratar um “factor” são inúmeras, entre elas: antecipação dos valores das vendas feitas a prazo, assessoria técnica, cobrança de títulos ou compensação de créditos, acompanhamento comercial e proteção contra a falta de pagamentos pelos devedores. Então, diante de todos esses benefícios, esse fomento acaba se tornando a opção mais viável para a concessão de crédito”, explica o gestor.

Ao contratar o factoring, o gestor da empresa firma um “contrato de fomento comercial”. Tal contrato poderá permitir a compra de direitos creditórios, originados das vendas mercantis, que se caracterizam por serem títulos de crédito recebíveis. Além disso, os títulos os quais a empresa deseja antecipar, os chamados recebíveis, podem ser enviados de forma virtual.

Segundo o vice-presidente, é necessário entender que factoring não pode ser confundido com um empréstimo bancário, por exemplo. A diferença é que ele é uma instituição comercial, que compra os direitos das empresas sobre vendas a prazo, ou seja, existe uma antecipação do que você já ganhou por um serviço prestado ou produto vendido, é necessário que haja uma venda em meio ao negócio. Outra diferença é que os recursos utilizados pelo factoring são próprios e a empresa de fomento não precisa da autorização do Banco Central para prestar o serviço.

Em expansão no Brasil, o factoring já é considerado uma das principais atividades de fomento mercantil da economia mundial. E mais que isso, é visto como a forma mais promissora de investimento e seguranças às pequenas e médias empresas que desejam conquistar espaço no mercado. Com um volume de negócios crescente, mais espaço tem sido aberto às empresas que oferecem fomento comercial porque cada vez mais os bancos retraem o fornecimento de crédito.

Modalidades

O factoring pode ser contratado de diferentes formas, a depender do porte da empresa, dos objetivos da contratação, dos serviços e produtos que oferecem e como são feitas as negociações junto aos fornecedores. As principais modalidades são:

Convencional: as partes firmam o fomento mercantil por meio de um contrato, onde ocorrerá a compra dos direitos creditórios;

Trustee: toda a responsabilidade sobre cobranças e taxas por parte da empresa passa a ser da factoring contratada;

Exportação: aqui duas empresas de factoring intermediam o processo de exportação de bens e serviços que o cliente oferece, desde a operacionalização até a liquidação;

Compra de matéria-prima: modalidade onde o factoring realiza a compra da matéria-prima do fornecedor com pagamento à vista. Já a empresa beneficiada pelo factoring realizará o pagamento por meio da produção.

Desafios

Alguns cuidados precisam ser tomados ao decidir contratar uma empresa de fomento mercantil, isso porque mesmo não sendo considerada um banco, a empresa de fomento precisa assegurar que as compras de crédito efetuadas serão vantajosas para ambas as partes. Primeiro, para que uma empresa consiga, de fato, contratar um “factor”, é necessário que esta apresente documentos fiscais e que atestem a venda do produto e/ou serviço. Além disso, apresentar um breve histórico empresarial também pode ajudar.

Para o setor, algumas dificuldades ainda atrapalham o fluxo de negociações, como a falta de uma legislação específica sobre essa atividade, que garanta a segurança dos processos. Outro desafio ainda a ser superado é a consideração deste processo como parte importante da economia mundial.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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