Cervejarias artesanais aderem as latas de alumínio para aumentar faturamento

Cervejarias artesanais aderem as latas de alumínio para aumentar faturamento

No último ano, foram comercializadas mais de 26 bilhões de latas de alumínio no Brasil, registrando um aumento em 8,5%, segundo dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas). E o principal setor responsável por este aumento são o de cervejas artesanais, que, cada vez mais, estão buscando formas de democratizar seus produtos – apesar da alta carga tributária – por um preço justo e acessível.

Há 30 anos as latas de alumínio começaram a ser envasadas no Brasil, tornando o país atualmente o terceiro maior produtor da embalagem no mundo. E com as latas, também vieram muitas mudanças no comportamento do consumidor e no desenvolvimento da indústria. De acordo com o Cátilo Cândido, presidente executivo da Abralatas, as latas de alumínio são associadas à inovação e permitem serem envasadas com diversos rótulos, podendo ter formas e volumes ajustados, atendendo à diferentes necessidades do mercado.

Com um custo de produção mais baixo, as latas conservam o produto por mais tempo, pois vedam melhor a bebida e impedem a incidência de luz, ajudando na conservação do sabor, além de ocupar menos espaço e gelar mais rápido. “Além destes benefícios, as latas são ótimas opções sustentáveis e ecológicas, com boa logística reversa, além de ser prática e segura para o transporte, atendendo as demandas do consumidor moderno, que se preocupa com as suas escolhas”, afirma Cândido.

Em busca de facilidades como armazenamento, distribuição, redução de perdas e maior proteção no sabor da bebida, as cervejarias ampliaram a participação no mercado, que já envasa mais de 50% do que é produzido no país. O presidente da Abralatas também acredita que as latas são uma tendência no Brasil e o aumento do consumo de cerveja tem reflexo direto no mercado de embalagens. “Este movimento também pode ser percebido no segmento de cervejarias artesanais, que promete ser responsável pelo crescimento de latinhas. Já existem fabricantes artesanais relevantes que abandonaram o envasamento de vidro” explica.

Latas conservam a cerveja por mais tempo.

Rede teve aumento de 40% nas vendas dos rótulos próprios

A Mestre-Cervejeiro.com, maior rede de lojas de cervejas artesanais do país, apostou na estratégia de envasar alguns rótulos próprios em latas de 350 ml. E já sente os resultados. Nos últimos meses, o faturamento cresceu uma média de 40% nas vendas de cervejas próprias em latas dentro da sua própria rede de lojas.

Desde novembro de 2018, a rede optou em comercializar quatro rótulos de cervejas em latas, envasados pela parceira da marca, a premiada cervejaria Tupiniquim. São eles: Amarillo Weisse, Hallertau Mosaic Pilsner, Double IPA Cascade e Summer Ale. De acordo com Daniel Wollf, fundador e CEO da Mestre-Cervejeiro.com, após o lançamentos dos rótulos em latas, a rede observou uma boa aceitação dos clientes, principalmente pela praticidade, melhor conservação do produto e custo benefício. “Alguns clientes ainda tem um certo preconceito e a ilusão que cervejas em garrafa são melhores. Mas após provar o produto, já entendem que é uma visão ultrapassada”, afirma.

“Além dos benefícios na conservação da cerveja, o custo do envase fica mais barato do que a garrafa. E essa é uma tendência do nosso mercado, assim como já acontece em outros países, como os Estados Unidos, na qual centenas de microcervejarias já optaram pelas latas”, explica Daniel. Nas lojas da Mestre-Cervejeiro.com, além dos rótulos próprios em latas, também são comercializadas latas de outras marcas, importadas e nacionais, principalmente alemãs e americanas.

A rede tem planos de lançar mais rótulos inéditos de cervejas artesanais. Também estão nos planos, abrir novas franquias e democratizar a cerveja artesanal, superando os resultados de 2018, que foram abertas 10 novas lojas e o faturamento da rede foi mais de 21 milhões.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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