De olho num mercado que está em crescimento, moinho de Irati começa a produzir trigo especial para pães de fermentação natural

De olho num mercado que está em crescimento,  moinho de Irati começa a produzir trigo especial para pães de fermentação natural

O Paraná que é o maior produtor de trigo do País, começa a produzir agora com a assinatura da Moageira Irati, um trigo especial para a panificação artesanal de fermentação natural, cujo mercado vem crescendo bastante.

Eu conversei com o diretor da Moageira Irati, o empresário Marcelo Vosnika (foto), e ele me disse que para colocar no mercado a “Farinha do Projeto Trigo de Origem” o moinho reuniu pesquisadores, produtores e padeiros do Paraná, para que juntos, trouxessem para o mercado um trigo especial para a panificação de fermentação lenta e natural. O processo iniciou com a escolha das sementes do portfólio da Biotrigo, uma das principais empresas de pesquisa e melhoramento de sementes do país. Depois foram escolhidos três produtores rurais dos municípios de Cornélio Procópio, Carambeí e Palmeira que se comprometeram a produzir o trigo dentro dos padrões de qualidade para o projeto.

Marcelo Vosnika me contou que o projeto teve início há 20 anos quando começou a fazer a segregação do trigo. Foram muitos anos investigando cultivares, lotes de trigo e protocolos de moagem, resultando em diferentes farinhas, avaliadas quanto à absorção de água, tolerância à fermentação e qualidade dos pães, até se estabelecer o padrão ideal, o que foi constatado no início deste ano, com lotes originados e segregados da safra 2018/2019.

A embalagem do trigo de origem, como será chamada esta farinha, permitirá que os consumidores conheçam toda a rastreabilidade do produto. Ou seja, um QR Code trará toda descrição da farinha, da origem dos grãos ao laudo de qualidade.

Além dos produtores, pesquisadores e técnicos da Moageira Irati, o trigo de origem teve a curadoria do padeiro Eduardo Freire, do Lucca Café que atestou a qualidade da farinha para obter um pão leve, com alta absorção de água e com excelente textura de casca.

E quando se fala em consumo, nos últimos três anos os pães artesanais com fermentação lenta e natural, sem aditivos ou conservantes, ganharam espaço no Brasil. O que começou como uma onda, tem se firmado cada vez mais no mercado e no gosto da população. A maioria destes pães são produzidos por estabelecimentos de pequeno e médio porte, que dominam as melhores técnicas de hidratação, fermentação e cozimento, como nos pães de antigamente.

Atualmente, grande parte dos pães e outros derivados produzidos por fermentação natural utiliza farinha de trigo importada da França, Argentina e Itália. Além do preço alto, a qualidade é sacrificada pela longa cadeia logística no processo de importação. A Farinha de Trigo de Origem chega ao mercado com um preço justo e com padrão de qualidade internacional.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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