Saiba quais são os perfis dos investidores de Bitcoin no Brasil

R$ 10 bilhões: esse é o volume negociado em Bitcoins no Brasil nos primeiros 10 meses do ano. O valor é um recorde, superior aos 8 bilhões negociados em 2017. O mercado não para de crescer e atrair cada vez mais investidores em todo o mundo. Mas afinal, qual é o perfil de quem procura esse tipo de investimento?

De acordo com levantamento realizado pela BitcoinTrade, corretora especializada no mercado brasileiro de criptomoedas, hoje mais da metade dos investidores estão em São Paulo (35%) e Rio de Janeiro (15%). “Enxergamos um perfil mais jovem como os que mais se interessam por esse tipo de investimento. Além disso, grande parte do público tem entre 25 e 45 anos. É um desafio para nós chegar até os mais velhos, que são mais conservadores”, explica Daniel Coquieri, COO da BitcoinTrade.

Volatilidade facilita pluralidade de perfis de investidores

A alta volatilidade da criptomoeda mais famosa do mundo é um fator que facilita para uma pluralidade de perfis investidores. São eles: trader, entusiasta e o que trabalha por arbitragem. “Enxergamos essa diversidade como um ponto que ajuda a movimentar o mercado e a torná-lo mais dinâmico”, ressalta Daniel.

Quando se trata do perfil trader são aquelas pessoas que enxergam o mercado de Bitcoin muito parecido com a Bolsa de Valores e fazem as negociações da mesma forma. “Esse é um dos perfis que mais se atenta às movimentações do dia a dia e que ajudam a deixar o segmento mais aquecido”, explica.

Já os entusiastas são os que mantém o pensamento mais positivo: no futuro o Bitcoin vai valer mais. De acordo com o executivo “eles compram mais do que vendem, com o pensamento de esperar uma supervalorização, o que é totalmente possível. O preço da criptomoeda depende de vários fatores e podemos ter um salto a qualquer momento”, afirma.

Há ainda aqueles que investem em sistema de arbitragem, que é bem parecido com os traders, mas que compram em uma corretora e vendem em outra. “Não entendemos que isso seja prejudicial para os negócios. Eles entendem qual está oferecendo um melhor preço e vão atrás”, garante ele.

No geral, o mercado brasileiro ainda é marcado por poucas pessoas que oferecem Bitcoin, isso faz com que a cotação fique mais cara na região. Entretanto, o país continua sendo o maior mercado da América Latina. “Prova disso é que pessoas de todas as classes sociais buscam a criptomoeda como forma de investir”, finaliza o COO da BitcoinTrade.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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