Ibovespa fecha com queda de mais de 12% e dólar sobe 2% e é cotado a R$ 2,725

Ibovespa fecha com queda de mais de 12% e dólar sobe 2% e é cotado a R$ 2,725

Se não bastasse o estresse gerado pela epidemia do coronavírus, que tem alimentado cada vez mais preocupações com relação ao ritmo da atividade econômica mundial, os preços do petróleo despencaram nesta segunda-feira (9) e arrastaram os preços de ativos de risco.

O fracasso no acordo para a redução na produção de petróleo entre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e a Rússia levou a Arábia Saudita a anunciar já no sábado (7) que praticará descontos de 20% no preço do barril. Para piorar, perto do fim da sessão, a Rússia disse estar pronta para suportar uma guerra de petróleo com os sauditas por até uma década.

Como resultado, a cotação do barril do petróleo tipo Brent – usado como referência pela Petrobras – desabou 24,1%, a US$ 34,36. Já o WTI despencou 25,07% a US$ 30,93. 

Estrago global

O estrago foi global, com mecanismos de circuit breaker acionados nos mercados americano e brasileiro. No Brasil, todas as operações na Bolsa ficaram fechadas das 10h33 às 11h03, e o Tesouro Direto também interrompeu as negociações de títulos públicos.

O Ibovespa fechou nesta segunda-feira (9) em queda de 12,17%, aos 86.067 pontos, com volume financeiro negociado de R$ 43,9 bilhões. Este foi o pior pregão da Bolsa desde 10 de setembro de 1998, quando o índice recuou 15,82%. As ações da Petrobras tiveram baixas em torno de 28%.

Com a queda, a Bolsa devolveu toda a alta de 2019, voltando ao patamar de 27 de dezembro de 2018, quando o Ibovespa fechou a 85.460 pontos.

Dólar

No mercado cambial, o dólar não para de subir, embora o movimento do dia tenha sido mais contido que o da Bolsa. O dólar valorizou 1,97% a R$ 4,7251 na compra e a R$ 4,7256 na venda.

A moeda norte-americana no comercial oscilou entre a mínima de R$ 4,722 e a máxima de R$ 4,792.

O dólar turismo avançou 1,86%, com negócios entre R$ 4,65 e R$ 4,92.

O Banco Central realizou nesta segunda-feira leilão de venda de dólar à vista de até US$ 3 bilhões, onde aceitou todo o lote ofertado, depois de ter cancelado o anúncio de venda de até US$ 1 bilhão feito na sexta-feira (06). E para conter a alta da moeda, realizou outro leilão de venda no período da tarde, no montante de US$ 465 milhões.

Estágios de alerta

Para o analista Ernani Reis, na bolsa brasileira, existem três estágios de alerta, sendo o primeiro acionado após a desvalorização de 10% do Ibovespa, interrompendo as negociações por 30 minutos; o segundo, após acumular queda de 15% no dia, interrompendo as negociações por mais uma hora; e, por fim, frente a um cenário caótico, acumulando queda de 20% no dia, interrompendo as negociações por um período determinado pela própria B3. Hoje, até o momento, apenas o 1º estágio foi acionado.

Na opinião de Reis, apesar da decisão da Arábia Saudita causar um grande impacto no mercado nesta segunda-feira (9), a medida não deve ter uma duração de longo prazo, e o principal ponto de stress no momento ainda são as incertezas sobre o real impacto econômico do coronavírus, este sim, com potencial de duração de longo prazo, pelo menos enquanto não houver a produção de uma vacina.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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