Recuperação judicial é a alternativa para empresas que precisam de tempo e fôlego para não fechar as portas

Recuperação judicial é a alternativa para empresas que precisam de tempo e fôlego para não fechar as portas

A pandemia do novo coronavírus, que paralisou a economia mundial e atingiu a saúde financeira do micro ao grande negócio, deverá provocar um número muito grande de falências e de pedidos de recuperação judicial nos próximos meses.

Levantamento da Junta Comercial do Paraná aponta que, no ano passado, foram decretadas 135 falências em todo o estado e 152 empresas recorreram à recuperação judicial. Já nos primeiros três meses deste ano, 17 empresas paranaenses faliram e 56 pediram recuperação judicial.

O mais grave nesses números de 2020, é que o isolamento e o consequente fechamento do comércio, indústria e empresas prestadoras de serviços começou somente depois do dia 20 de março.

Eu conversei com o advogado Rodrigo Sejanoski, do escritório Matos e Sejanoski Advogados Associados, e ele me disse que tem recebido nos úlimos dias um número muito grande de consultas de empresários, principalmente de pequeno e médio porte, que estudam a possibilidade de ingressar com pedidos de recuperação judicial. Segundo o advogado, um quadro parecido com o atual foi verificado no último ano do governo de Dilma Rousseff.

Ricardo Sejanoski me explicou que a recuperação judicial é uma ferramenta jurídica que permite os empresários negociar dívidas, ganhar tempo e fôlego financeiro para manter as atividades e os empregos, e seguir em frente. É o contrário da falência, que quando é decretada, as portas do estabelecimento são fechadas e os trabalhadores perdem seus empregos.

Procedimentos para requerer a Recuperação

Eu perguntei ao advogado quais são os procedimentos que uma empresa que pretende recorrer à Recuperação Judicial deve tomar, e ele me explicou que o primeiro passo é a contratação de um escritório jurídico especializado, que irá preparar toda a documentação necessária como balanços contábeis, relatório de ativos e passivos, plano de pagamentos, entre outros. Depois de  dada a entrada em Juízo da Recuperação Judicial, o Juiz irá analisar o pedido e poderá conceder ou não este remédio legal.

Se a recuperação judicial for concedida, a empresa terá um prazo para apresentar o plano de recuperação e a forma que pretende pagar seus credores. Esse prazo, em tese é de no máximo dois anos, para que todos os credores sejam pagos, podendo o juiz estender o período em casos excepcionais.  Durante esse período, ficarão suspensas por 180 dias, todas as execuções contra a empresa e não será concedido nenhum pedido de falência.

Quem pode pedir Recuperação Judicial

Só poderão recorrer à Recuperação Judicial, as empresas que tenham no mínimo dois anos de atividades regulares; que não tenham usufruído desse benefício nos últimos cinco anos; que estejam abertas e produzindo, ou seja, cumprindo as suas funções sociais. Isso significa que a empresa não pode ter falido, ou se já foi falida, já terem sido extintos os efeitos da falência por sentença. Ou seja, são limitações naturais para evitar que a lei seja banalizada e utilizada com outros fins.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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