Dia das Mães: como equilibrar a vida pessoal e profissional?
O Dia das Mães acontece no próximo domingo (10) e mais do que presentear, a data traz também a importância de se refletir sobre o papel da mulher na sociedade. Como é ser mãe e ao mesmo tempo uma profissional do mercado de trabalho? Como equilibrar a vida pessoal com filhos e a carreira?
Um estudo realizado pela FGV mostra que metade das mulheres que têm filhos perdem o emprego em até dois anos depois da licença-maternidade. Foram ouvidas na pesquisa 247 mil mulheres com idade entre 25 e 35 anos. A maioria afirmou também ter sofrido hostilidade no ambiente de trabalho desde a gestação.
Outra pesquisa realizada pela Catho revela ainda que 30% das mulheres deixam o mercado de trabalho para cuidar dos filhos. Entre os homens, a proporção é ainda menor: apenas 7%. O levantamento foi feito em 2018 e ouviu 2,3 mil pessoas.
Constrangimento
Segundo mais um estudo do Vagas.com, 52% das mães que trabalham dizem já ter passado por algum constrangimento durante a gravidez ou no retorno da licença-maternidade. Entre elas, 20% relatam ter sido demitidas ainda que a lei trabalhista vete demissão sem justa causa durante a gravidez e até 5 meses após o parto.
De acordo com a mesma pesquisa, quase 71% das entrevistadas disseram ter sido questionadas sobre filhos e planos de engravidar em seu processo seletivo mais recente.
Preconceito
Erika Linhares, pedagoga, ex-diretora nacional de uma grande multinacional, e atualmente sócia da B-Have, empresa que treina colaboradores e líderes com foco no comportamento, conta que também passou por situações constrangedoras por ser mãe.
Certa vez, uma reunião em que estava atrasou bastante para terminar e ela teve que pedir para se retirar já que tinha que ir a uma reunião escolar da filha. Todos que estavam na reunião, que na maioria eram homens, olharam para ela assustados e até indignados.
“Questionei os homens que estavam presentes na reunião e cujas
esposas não trabalhavam fora. Qual é sua preocupação em comprar comida para a sua casa? Com o pediatra do seu filho? De ir numa reunião escolar? Se sua casa está limpa e roupa passada? Nenhuma porque você tem uma pessoa que te ajuda. Se você está onde está hoje é porque ela também não te dá nenhum acúmulo, ela te dá total tranquilidade de pensar só no trabalho. Comigo isso não acontece, eu acumulo funções”, comentou Erika.
É preciso que as mulheres sigam lutando por direitos iguais aos dos homens. E, por outro lado, é necessário que os homens se percebam mais em suas atitudes e pratiquem o respeito. Para isso, é necessário que as empresas entendam que a diversificação é fundamental para poder inovar e ter resultados exponenciais. Todo mundo pensando da mesma forma não adianta. A empresa precisa treinar homens e mulheres a conviverem juntos, compreenderem o outro e a somar.
invistam mais também em treinamentos com seus colaboradores e seleção de pessoas capacitadas com soft skills, que são habilidades comportamentais.
“Juntos nós, mulheres e homens, vamos mudar essa realidade que vai fazer bem tanto para a mulher porque ela vai ter mais independência de atitude, como também para o homem, com mais diversidade de pensamentos, menos preconceito e menos vaidade”, afirma Erika.



esposas não trabalhavam fora. Qual é sua preocupação em comprar comida para a sua casa? Com o pediatra do seu filho? De ir numa reunião escolar? Se sua casa está limpa e roupa passada? Nenhuma porque você tem uma pessoa que te ajuda. Se você está onde está hoje é porque ela também não te dá nenhum acúmulo, ela te dá total tranquilidade de pensar só no trabalho. Comigo isso não acontece, eu acumulo funções”, comentou Erika.