Empresas podem usar seguro garantia para conseguir crédito e manter o caixa positivo

Empresas podem usar seguro garantia para conseguir crédito e manter o caixa positivo

Segundo números do Banco Central, entre março e maio deste ano apenas R$ 43,6 bilhões de um total de 554,3 bilhões em crédito foram repassados às micro e pequenas empresas para ajudar os negócios a pagarem as contas durante a crise causada pelo novo coronavírus.

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), as dificuldades impostas pela pandemia impactaram mais de 522 mil empresas brasileiras, que precisaram fechar as portas nos últimos meses. O cenário nebuloso deixa muitos empresários sem saída na hora de fazer o fluxo de caixa girar.

Por isso, buscar saídas rápidas e práticas pode ser vital para a preservação do negócio. Além dos financiamentos tradicionais do sistema bancário, que estão cada vez mais restritivos, há oportunidades em frentes ainda pouco exploradas. Confira a seguir:

Seguro garantia de depósito recursal pode ajudar caixa

Mais de 50 mil processos trabalhistas vinculados a demissões por conta do coronavírus foram registrados nos últimos quatro meses. Além das despesas tradicionais, as empresas estão precisando dispor de um valor para depósitos enquanto os processos tramitam na Justiça.

Também entendendo o cenário complicado, em março deste ano o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) liberou a substituição dos depósitos recursais em dinheiro por seguro garantia para que as empresas possam reforçar o caixa.

Empresários podem usar esse recurso do seguro garantia de depósito recursal e preservar o caixa da companhia em casos de processos trabalhistas. “Na prática, uma ação de R$ 10 mil que pode levar anos para ser julgada, pode ser paga com uma apólice de seguro que custa R$ 300 ou R$ 400 ao ano. A empresa deixa de usar caixa para esse fim e pode direcionar os recursos para o capital de giro”, diz o diretor da Baroli Corretora de Seguros, Emerson Barbosa.

Recuperação imediata de recursos para processos trabalhistas

Uma outra opção que pode ser utilizada pelos empresários é a possibilidade de recuperar créditos por meio do seguro garantia de depósito recursal. Funciona assim: empresas que estão com ações trabalhistas em andamento e já depositaram quantias ao longo dos anos podem reaver esses valores ao contratar o seguro garantia. Desta forma é feita uma substituição dos valores pela apólice.

A estimativa do CNJ é que R$ 65 bilhões em recursos já depositados por empresas brasileiras que ainda aguardam os trâmites de processos trabalhistas possam ser recuperados com o uso do seguro garantia de depósito recursal.

“Essa modalidade de seguro proporciona a troca rápida da apólice pela quantia em dinheiro que a empresa já depositou em juízo. Enquanto espera o desenrolar do processo, a companhia tem acesso ao valor e pode utilizar para fluxo de caixa”, explica Barbosa.

A Baroli atende diversos clientes que fazem uso dessa modalidade de seguro e possui expertise para ajudar empresários a reaverem créditos importantes neste momento. “Uma grande rede varejista de produtos esportivos já conseguiu captar cerca de R$ 20 milhões fazendo a troca dos valores por apólices, por exemplo. Ajudamos no processo completo e a recuperação de créditos por meio do seguro garantia de depósito recursal pode ser feita por empresas de qualquer porte”, lembra Barbosa.

O executivo diz que muitas vezes há valores que a companhia nem recorda que depositou, tendo em vista que os processos trabalhistas costumam levar muitos anos.

É importante frisar que a ideia da reapropriação de recursos mantém a segurança jurídica necessária para os processos, uma vez que a seguradora fica responsável por arcar com a indenização, caso a empresa não venha a efeturar o pagamento em caso de ganho de causa contra o cliente.

Gerenciamento de oportunidades pode trazer caixa extra

Outras opções para ajudar as empresas a manterem o caixa positivo é a análise de frentes importantes que podem ser garantidas em novos negocios ou até mesmo em substituição por uma das modalidades do seguro garantia, que contemplam áreas como, tributária, licitações, performance ou em adiantamentos de pagamento em novos contratos fechados, por exemplo.

“É possível adotar uma série de soluções dentro do produto de garantia em várias frentes da empresa. Assegurar que as operações e o fluxo de caixa das empresas não sejam afetadas é algo tão importante ainda mais em momentos como este”, diz Barbosa.

O diretor da Baroli Corretora de Seguros destaca a importância de contar com ajuda de especialistas para compreender em quais frentes o seguro garantia pode ajudar as empresas. “Temos 23 anos de experiência e estamos prontos para ajudar os empresários a reforçar o caixa de seus negócios”, finaliza.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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