Setor de beleza encara desafios diante da retomada do mercado

Como fazer dinheiro com a vaidade em um período em que ela não parece mais tão importante para a maioria das pessoas? Como acontece na maioria dos setores, inovação é a palavra-chave; desde a compra de produtos, até o fornecimento de serviços que antes não existiam, como tutoriais no YouTube ou serviços em domicílio. 

Além disso, a própria impossibilidade de se ir até um salão de beleza ou uma barbearia fez muitas pessoas se atentarem ao valor do trabalho que esses estabelecimentos oferecem, vendo que não é tão simples deixar as unhas perfeitas, entre outros exemplos.  

Pandemia. Todo mundo trancado em casa – em tese. Menos circulação nas ruas, mais roupas de ficar em casa e menos vaidade. É absolutamente desnecessário dizer que esse quadro influiu diretamente em vários ramos de negócios. No caso dos salões de beleza e das barbearias a influência foi mais do que negativa, mesmo assim é possível tirar lições desse período e fazer observações sobre o setor.  

Desafios

Segundo Feres Baladi, sócio-fundador da Avec, “um dos maiores desafios para a retomada dos clientes diante do contexto de pandemia é a compra prévia de insumos para realização de alguns tipos de serviços, como os de cabelo. Por conta da crise, muitos estabelecimentos, principalmente os que não buscaram inovação, tiveram faturamento próximo a zero durante os meses de isolamento”.  

Inovação, aliás, teve que se tornar a palavra-chave para muitas empresas durante esse período. No caso do setor de estética, proliferaram-se tutorais no YouTube e serviços em domicílio; afinal, são muitos os clientes que não perderam a vaidade, mas acharam melhor seguir à risca os protocolos de segurança.  

Não seria exagero dizer, inclusive, que durante esse período os salões e as barbearias passaram a ser mais valorizados, já que um corte de cabelo ou uma barba bem-feito, ou um serviço de manicure bem executado não são tão simples como podem parecer à primeira vista. E, falando neles, quais são os serviços mais buscados? 

“Os serviços de beleza mais agendados são manicure, corte de cabelo, depilação, estética facial e serviços de finalização (escova, babyliss etc.); mas os que geram maior receita são os cortes de cabelo. Dentro desse nicho, os que agregam mais valor são, pela ordem: mechas, finalização, corte feminino, luzes e corte masculino”, afirma Baladi.

Ele acrescenta que a região Sudeste, especificamente São Paulo, registra o maior número de agendamentos. Evidentemente, não podemos desprezar o fato de que a capital é a cidade mais populosa do país e uma das mais populosas do mundo, com mais de 12 milhões de habitantes.  

E assim, equilibrando-se entre desafios e ideias inovadoras, o setor de salões e barbearias vai sobrevivendo à crise, que não apenas tirou a maioria das pessoas das ruas, mas deixou muitas sem dinheiro para cuidar do visual.  

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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