Veja como descobrir dívidas em seu nome

Veja como descobrir dívidas em seu nome

Receber ligações de cobranças costuma ser bastante desagradável. Mais desconfortante ainda é não saber que existem contas atrasadas e descobrir que está com pendências (e até com o nome sujo) apenas ao ter seu crédito ou compra negados por dívidas desconhecidas.

“Uma parcela considerável das pessoas só descobre que está com restrições no CPF quando precisa de crédito ou está em algum tipo de análise cadastral”, conta Thales Becker, CMO da Acordo Certo, fintech de soluções focada no bem-estar financeiro do consumidor.

Assédio telefônico

Outros até sabem que têm dívidas em atraso, mas não têm coragem de verificar por medo de encarar o valor atual ou mesmo de chamar a atenção das empresas de cobrança e acabar virando alvo de assédio telefônico. Dessa forma, acabam não sabendo que, muitas vezes, é mais fácil e barato quitar dívidas e por um fim no problema.

De uma maneira ou de outra, ter dívidas e não saber é um grande entrave para o bem-estar financeiro e pode prejudicar o consumidor na hora que mais precisa de crédito. Para que não restem dúvidas, o executivo elencou algumas dicas para não ser pego de surpresa.

Como surgem as dívidas “surpresa”

Quando há falta de pagamento de um compromisso financeiro assumido, as empresas costumam incluir o nome do cliente nos cadastros de proteção de crédito a partir de 30 dias de atraso na dívida. Isso pode acontecer por diversos fatores, desde a falta de dinheiro até o esquecimento.

Uma pesquisa realizada pela Acordo Certo, no mês de agosto, sobre os impactos negativos da pandemia da Covid-19 na vida financeira dos brasileiros, mostrou que 82% das pessoas priorizaram o pagamento de algumas contas essenciais em detrimento de outras. Negociação de dívidas foram as contas que os consumidores mais deixaram de pagar, seguidas por cartão de crédito e conta de luz que aparecem na sequência.

Existem alguns tipos de dívidas que muitas vezes pegam o consumidor de surpresa, como as pendências residuais de contas correntes inativas e de mudanças de operadora de telefone, TV a cabo, internet ou serviço similar.

Como se livrar do problema

Enquanto essas pendências ficam no “limbo”, os juros continuam correndo e a situação fica cada vez mais complicada. Portanto, é melhor saber para que se possa resolver o problema antes que ele se torne maior.

Descobrir e negociar é mais fácil, rápido e acessível do que se pensa. “Antigamente, o consumidor descobria uma dívida quando recebia uma ligação ou carta em casa. Ele então precisava ir até o escritório de um birô de crédito, pegar fila e sentar para negociar com alguém até chegar a um acordo”, lembra Becker. “Além do transtorno do deslocamento, isso trazia muito constrangimento às pessoas”.

Mas os tempos mudaram. “Hoje em dia, é possível consultar seu CPF, descobrir e negociar dívidas com descontos significativos e condições especiais de pagamento em poucos cliques, sem sair de casa”, completa Becker. No site da Acordo Certo, por exemplo, os descontos em dívidas negociadas chegam a 95% e em acordos com algumas das empresas parceiras, o consumidor pode receber até R$ 100 de cashback.

Cuidado com fraudes

Ao negociar dívidas pela internet, é preciso se precaver contra fraudes. Entre diversos sites e aplicativos que prometem a consulta de CPF, existem estelionatários que podem usar os dados fornecidos no cadastro para fraudes

É muito importante que o consumidor cheque a idoneidade da instituição na qual está realizando o cadastro ou consulta. Golpes de negociação com boletos fraudados também são comuns. Procure sempre checar o CNPJ do emitente antes de realizar qualquer pagamento, além de certificar-se que a dívida registrada é legítima.

Após cinco anos a dívida é perdoada?

Isso não é verdade. Na lei, existe o chamado prazo prescricional, que passa a contar a partir da data de inclusão do CPF do consumidor nos órgãos de proteção ao crédito. Caso a dívida não seja paga dentro desse tempo, o credor perde o direito de manter o aquele que deve em um cadastro de clientes inadimplentes.

Porém a dívida não prescreve e a instituição credora ainda poderá entrar em contato solicitando o pagamento por quanto tempo julgar necessário, além de não oferecer mais crédito ao cliente inadimplente.

É possível conseguir um empréstimo com nome sujo?

Sim, existem opções de empréstimo para negativados, porém, na maioria dos casos, os juros tendem a ser bem mais altos, já que pessoas endividadas são consideradas “maus pagadores” pelas instituições de crédito.

“Faça as contas e veja se vale a pena. Não adianta nada trocar uma dívida cara por outra mais cara ainda. Negociar quitação com desconto ou parcelas que cabem no orçamento é, na maioria das vezes, mais vantajoso. A dica é sempre consultar e comparar condições para fazer o melhor negócio”, finaliza Becker.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *