Cresce demanda por plano de assinaturas em academias

Cresce demanda por plano de assinaturas em academias

Desde que novas tecnologias de pagamento permitiram que contratos de prestação de serviços fossem acordados por meio de assinatura virtual, como acontece em empresas como Netflix e Spotify, as academias de ginástica também passaram a adotar o novo modelo de negócio. O exemplo mais conhecido é o da SmartFit, que já nasceu assim.

Segundo dados da W12, líder de mercado de sistemas de gestão de negócios de fitness, com mais de 4 mil clientes em todo o Brasil e América Latina, o número de academias que passaram a oferecer o plano por assinaturas cresceu 70% de 2019 para 2020. No mesmo período, a quantidade de clientes que optaram por este modelo para substituir o contrato normal disparou 215%.

Peter Thomas, head de operações da W12, diz que, apesar do crescimento, menos de 20% das academias utilizam o sistema de assinaturas no Brasil. Em mercados como Estados Unidos e Europa, este número ultrapassa os 90% nas academias tradicionais. “Por aqui, ainda é uma minoria, porque muitos empresários não perceberam que o negócio das academias mudou para um modelo conhecido no mundo da inovação e da tecnologia como SaaS, Software as a Service.”

Cobrança automática no cartão

O executivo afirma que, quando o aluno faz um plano por tempo determinado – seja mensal, semestral ou anual –, a relação tem prazo para terminar. Ao fim do período, será preciso convencê-lo a renovar a parceria. Cria-se, portanto, uma nova necessidade de venda, encarecendo a operação e abrindo possibilidade para que não exista a renovação. Este momento pode ser a deixa para o cliente avaliar se está satisfeito, se tem usado a academia com a frequência desejada e se há opções mais interessantes no mercado.

No plano por assinatura, no qual o prazo é indeterminado e a cobrança é automática no cartão, sem que ocupe o limite, esse momento não existe. “Como a renovação é automática, não há o atrito entre cliente e academia. A inércia fica na mão do consumidor.

É ele quem precisa procurar a academia para terminar o contrato”, diz Peter. Segundo o executivo, o modelo reduz a inadimplência e diminui pela metade a taxa de evasão. “Um negócio fértil não se monetiza apenas na venda, mas principalmente na retenção. O plano por assinatura fideliza o cliente justamente por deixá-lo mais livre. O gestor deve focar não apenas na venda, mas em manter o cliente por mais tempo, alongando a relação”.

Vantagens

Estas vantagens permitem que as academias e todos os negócios de fitness, como boxes, studios, escolas de dança, natação, lutas, pratiquem preços mensais maiores do que os cobrados em planos longos e, mesmo assim, ofereçam um pacote mais interessante, pois o modelo por assinatura não compromete o crédito do cartão do cliente que, invariavelmente, pode depender desse crédito para administrar o fluxo de caixa pessoal.

“A assinatura trouxe para academia clientes com menor poder aquisitivo, quem tem crédito limitado e até quem tem o CPF sujo. Mesmo quem não tem conta bancária pode fazer um plano por assinatura e pagá-lo, por exemplo, via boleto”, explica Peter.

O executivo pondera que, para colocar em prática o uso de boleto para assinatura, ou recorrência, como chamamos, é necessário um modelo de cobrança eficaz, pois o pagamento depende de uma ação do cliente. Ao contrário do que acontece com o uso de cartão, já que assinado o contrato, a cobrança é feita sem necessidade de intervenção. 

Migração do sistema

A migração do sistema por tempo determinado para o modelo por assinatura requer uma mudança de mentalidade e uma revisão das práticas de gestão por parte do empresário, mas pode ser feita em menos de um mês com o suporte de um software como o EVO.

“Nossa equipe oferece o apoio necessário para uma mudança gradual e segura. Avaliamos as particularidades da academia, precificamos, montamos os planos e acompanhamos toda a transformação do negócio. É preciso não ter medo do novo, do diferente. Para alcançar o sucesso, normalmente é preciso sair do padrão e ultrapassar suas próprias crenças enraizadas”, conclui Peter.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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