Mercados seguem de lado com indefinições sobre o novo pacote de estímulos nos EUA

Mercados seguem de lado com indefinições sobre o novo pacote de estímulos nos EUA

Nessa quinta-feira (22), os mercados globais amanheceram com leve baixa, na contramão dos principais índices no pregão de quarta (21). Nos EUA, futuros do S&P e Dow Jones amargam queda de 0,15%, por conta das indefinições referentes ao novo pacote de estímulos à economia americana.

Segundo a presidência da Câmara quanto as autoridades do governo Trump, não há mais tempo para aprovar um pacote antes das eleições presidenciais. Ainda, existem empecilhos políticos por resistência de senadores republicanos a um pacote com impacto fiscal acima de USD 1.8 trilhões, como defendido por democratas. Em meio à disputa, internações por Covid-19 nos EUA chegaram a seu nível mais alto.

Ainda no cenário político internacional, Obama ampliou a participação na campanha Biden com comício na Filadélfia antes do segundo debate presidencial, que será realizado hoje às 22:00 (horário de Brasília).

No Brasil, recuperação

No Brasil, dados da Receita Federal indicaram a continuação da recuperação gradual da arrecadação federal no terceiro trimestre. A alta de 1,97% na comparação anual, entretanto, ainda retrata a recuperação heterogênea entre os setores da economia, e ao aumento de quase 40% do uso de compensações tributárias por parte de empresas, o que reduz a arrecadação bruta e sinaliza um potencial enfraquecimento da retomada da arrecadação à frente.

Ainda em economia, reportagem do jornal Estado de São Paulo destaca a previsão de contratação de aproximadamente 51 mil servidores em 2021, com impacto estimado de R$2,4 bilhões em 2021, que subiriam para R$ 4,5 bilhões em 2022 se mantidas as novas despesas.

A medida contraria a contrapartida anunciada pelo Ministério da Economia quando da aprovação da lei complementar 173, que determinou apoio financeiro da União a Estados e Municípios. Uma “brecha” na redação da lei aprovada, entretanto, acabou por permitir novas contratações.

Programa de transferência de renda

Já nas discussões sobre um novo programa de transferência de renda, o governo estuda remanejar recursos de programas existentes já no orçamento de 2021, elevando o público alvo de 14,3 milhões de famílias no Bolsa Família hoje, para 17 milhões. O custo seria elevado de R$34,8 bilhões para aproximadamente R$ 40 bilhões.

Por fim, na política, atenções seguem para a decisão do presidente Jair Bolsonaro em desautorizar o acordo feito pelo Ministério da Saúde com o governo de São Paulo para a produção e compra de 46 milhões de doses de vacinas contra o coronavírus. Na mesma direção, destaque para a tentativa do Senado de aprovar projeto que confere autonomia ao Banco Central, mas, sem acordo, a proposta acabou pautada para o dia 3 de novembro.

Ainda na seara política, também ganha destaque o impasse no Congresso que impediu até aqui a instalação da Comissão Mista de Orçamento. Há divergências sobre a possibilidade de que a lei orçamentária seja votada direto no plenário do Congresso, sem passar pelo crivo da comissão, o que amplia a possibilidade de que a decisão só seja tomada no ano que vem.

A análise é da XP Investimentos.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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