Taxar grandes fortunas não é solução para melhorar crise econômica
A taxação de grandes fortunas é apontada por uma parcela dos políticos como uma alternativa para melhorar a situação financeira dos países. Porém, de acordo com a Mazars, auditoria e consultoria empresarial, essa não é a melhor solução. Um exemplo é a Argentina, que, em novembro, teve a aprovação da taxação sobre os mais ricos na Câmara dos Deputados. Em contrapartida, o governo uruguaio ofereceu incentivos aos empresários ricos do país vizinho. Como consequência, a Argentina começa a ter uma evasão de suas grandes fortunas.
“O sistema tributário ideal vislumbra uma reforma que leve em consideração a capacidade contributiva de cada contribuinte; ou seja, quem “ganha mais, paga mais”, mas desde que seja equalizada a tributação do IRPJ, da CSLL, a desoneração da folha de pagamento e a atualização da tabela de imposto de renda de pessoa física”, afirma Luis Carlos dos Santos (foto), diretor de tax da Mazars.
“O sistema tributário ideal vislumbra uma reforma que leve em consideração a capacidade contributiva de cada contribuinte; ou seja, quem “ganha mais, paga mais”, mas desde que seja equalizada a tributação do IRPJ, da CSLL, a desoneração da folha de pagamento e a atualização da tabela de imposto de renda de pessoa física”, afirma Luis Carlos dos Santos (foto), diretor de tax da Mazars.
“Hoje quem ganha em torno de R﹩ 4.700 é tributado pelo IR com uma alíquota de 27,5%, e essa é a mesma alíquota aplicada para quem recebe R﹩ 50 mil. Ou seja, deveria haver uma distinção, pois, dessa forma, tira a capacidade de quem ganha menos adquirir mais bens, movimentar a economia e a consequente geração de tributos”,destaca Santos.
Outro tema que sempre entra em discussão é o do imposto sobre dividendos, uma das formas de distribuição de lucros, já tributados pelo IRPJ e pela CSLL, aos sócios e acionistas das empresas.
“Em países desenvolvidos, os dividendos são tributados quando distribuídos, porém estamos falando de lugares em que a carga tributária é equilibrada. Já no Brasil, a carga tributária é alta e ainda especulam essa taxação, extinta em 1996. Só faria sentido esse tipo de tributação, até mesmo o imposto sobre grandes fortunas, caso ocorra uma reforma tributária bem estruturada”, finaliza o executivo.


