Na guerra do consumo saiba como redefinir o processo para se tornar competitivo

Na guerra do consumo saiba como redefinir o processo para se tornar competitivo

De acordo com o Ministério da Economia, o Brasil registrou a abertura de 782.664 novas empresas no segundo quadrimestre de 2020. A alta no número de empresas em atividade foi de 4,5% em relação ao primeiro período do ano de 2020, somando 19.289 milhões. Os microempreendedores individuais são responsáveis por 55,4% das empresas ativas no Brasil durante o período analisado.

Em um cenário cada vez mais competitivo, como criar ou manter uma empresa ativa no mercado? O especialista em marketing e estratégia de negócios, Frederico Burlamaqui (foto), lembra que a habilidade do gestor é fator crucial para definir o sucesso da empresa. “98% das pesquisas viabilidade de negócios que realizamos mostram que o mercado de atuação desejado está saturado”, afirma.

A competitividade e sucesso do negócio está diretamente ligada ao seu processo de gestão. Burlamaqui, que atua diretamente na organização geral das empresas, indica que é preciso avaliar todas as áreas, mas com uma visão global do negócio. “Realizamos uma jornada de redefinição do processo – desde a estrutura até o processo final, organizando a empresa para que seja um desejo de consumo do cliente final”, afirma. Segundo o especialista, a jornada de redefinição consiste na análise de seis pontos cruciais para o sucesso e saúde financeira da empresa:

1. Pessoas 

Quem são as pessoas que fazem parte da sua empresa? Quais a s habilidades e conhecimentos elas precisam ter? Estão alinhadas com seus valores? Entendem o que de fato a empresa faz? É importante proporcionar um conhecimento global da sua empresa a todos os envolvidos, à fim de unificar os objetivos e unir forças em todas as áreas;

2. Valor

Por que os clientes deveriam escolher sua empresa? A partir da perspectiva do seu cliente, qual o benefício encontrado em comprar do seu negócio? Comparado com os concorrentes, substitutos, equivalentes ou frente a não adquirir nenhum item? Essas definições devem definir e inspirar todas as ações da empresa: comunicação, marketing, relacionamento, definição de público e parceiros. O Valor gerado pela empresa deve inspirar todos os processos e decisões dela;

3. Marca

“Marca é o que falam de você, quando você não está presente”, desse modo, primeiro é necessário arrumar a casa, preparar o terreno e manter todos os processos da empresa orientados a construir uma marca que desperte a preferência dos consumidores. Todos os elementos do Sistema de Identidade da Marca (entre eles, o Logotipo), deve evidenciar os fatores pelos quais a empresa busca ser lembrada, desejada e vir a se tornar a primeira escolha do cliente;

4. Comunicação 

Além de desenvolver um discurso comercial, a empresa precisa conversar com o cliente. Mapeie os momentos em que as pessoas querem comunicação rápida e outros que querem uma comunicação mais elaborada, um atendimento mais atencioso. Assim, é possível definir onde a empresa precisa estar – contato imediato, redes sociais, pós-vendas – e proporcionar uma comunicação assertiva com o cliente;

5. Recorrência

Quem é e de onde vem o seu público? Qual a jornada do consumidor para adquirir soluções como as suas? Com essa análise, é possível entender qual o caminho que o cliente percorre para chegar até você e lançar estratégias para que esse mesmo caminho seja mais eficaz e incentivador de novas e maiores compras em outros momentos;

6. Encantamento

O cliente pode ser impactado de diversas formas: a apresentação dos produtos, a forma como o acompanhamento de todo o processo de vendas foi feita, ações sociais da empresa e até mesmo surpreender o cliente com um presente, um voucher de aniversário – tudo isso gera encantamento. O cliente é o principal multiplicador de vendas de uma empresa e, quando ele é impactado de forma positiva, torna-se defensor da marca.

O especialista alerta que para 2021 é muito provável um acirramento da crise econômica, achatamento do poder aquisitivo e, consequentemente, maior competição entre as empresas. “Ninguém vende nada, quem compra é o cliente. Organize a sua empresa para torná-la objeto de desejo para o cliente”, finaliza.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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