Preço de medicamentos aos hospitais recua há 4 meses

Preço de medicamentos aos hospitais recua há 4 meses
O preço dos medicamentos no Brasil recuou 0,65% em novembro, revela o novo Índice de Preços de Medicamentos para Hospitais (IPM-H), indicador inédito criado pela Fipe em parceria com a Bionexo – health tech líder em soluções digitais para gestão em saúde. O resultado representa a quarta queda consecutiva do índice após os meses de outubro (-0,11%), agosto (-1,82%) e setembro (-2,48%).

A variação de novembro foi resultado da compensação entre a alta registrada em grupos como Sangue e órgãos hematopoiéticos (+5,71%), Aparelho geniturinário e hormônios sexuais (+2,37%) e Aparelho respiratório (+1,41%) com a queda de outros grupos, como Aparelho cardiovascular (-5,69%), Aparelho digestivo e metabolismo (-3,21%), Sistema nervoso (-3,14%) e Preparados hormonais sistêmicos (-2,90%).

Comparativamente, o resultado do IPM-H em novembro ficou abaixo da inflação oficial do país medida pelo IPCA/IBGE (+0,89%) e do comportamento dos preços medido pelo IGP-M/FGV (+3,28%). Além disso, o recuo mensal do índice foi menor do que a queda observada na taxa média de câmbio em novembro de 2020 (-3,70%).

Entre os treze grupos terapêuticos em que os medicamentos são agrupados, houve em novembro alta em quatro deles: sangue e órgãos hematopoiéticos (+5,71%), aparelho geniturinário e hormônios sexuais (+2,37%), aparelho respiratório (+1,41%), imunoterápicos, vacinas a antialérgicos (+1,11%). A queda ocorreu em nove grupos: aparelho cardiovascular (-5,69%), aparelho digestivo e metabolismo (-3,21%), sistema nervoso (-3,14%), preparados hormonais sistêmicos (-2,90%), sistema musculesquelético (-2,77%), anti-infecciosos gerais para uso sistêmico (-2,40%), agentes antineoplásicos (-0,57%), órgãos sensitivos (-0,46%) e outros medicamentos (-0,17%).

Crescimento em 2020

Apesar do resultado negativo pelo quarto mês seguido, o índice teve uma alta de 10,64% desde o início da pandemia, entre fevereiro e outubro deste ano. Nesse recorte, o IPM-H superou a variação do IPCA/IBGE (alta de 2,65%) e foi superada pela variação do IGP-M/FGV (alta de 21,44%) e da taxa de câmbio (alta de 24,81%). Os principais fatores da alta do índice no período foram a desvalorização cambial, desabastecimento do mercado interno e alta na demanda nas unidades de saúde por medicamentos associados aos cuidados relacionados à Covid-19.

Esse avanço na pandemia ocorreu devido ao aumento no preço médio de praticamente todos os grupos de medicamentos, sobretudo relacionados ao aparelho cardiovascular (+52,06%), aparelho digestivo e metabolismo (+49,39%) e sistema nervoso (+40,81%). Os medicamentos que afetaram o índice na pandemia foram norepinefrina (terapia cardíaca e suporte vital), midazolam (hipnótico/sedativo/tranquilizante), fentalina (analgésico), propofol (anestésico), omeprazol e pantoprazol (antiácidos, tratamento de dispepsia/úlcera gástrica).

No acumulado em 2020, o IPM-H apresenta alta de 12,81%, e nos últimos 12 meses o avanço foi de 13,75%. Nesse recorte mais amplo, os grupos que mais impactaram na alta foram aparelho digestivo e metabolismo (+53,15%), aparelho cardiovascular (+55,66%), sistema nervoso (+41,50%). Por outro lado, os grupos com menores variações foram agentes antineoplásicos/quimioterápicos (-0,46%), anti-infecciosos gerais para uso sistêmico (+4,98%), aparelho respiratório (+5,33%)

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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