Indústria assina termo de compromisso para logística reversa
Mais da metade dos sindicatos filiados á Fiep irão participar do processo de desenvolvimento e implantação da Logística Reversa no Estado. A grande vantagem para essas indústrias é que elas vão opinar sobre a melhor maneira de cumprir a legislação, não será algo estabelecido por técnicos de fora das indústriasâ€, avalia Luciano Busato, analista técnico da gerência de Fomento e Desenvolvimento, responsável por conduzir as articulações setoriais.
A obrigatoriedade de logística reversa, ou seja, o caminho inverso do produto após o consumo até o fabricante foi determinada pela Lei 12.305/10, que institui a PNRS, em 2010. A medida prevê a responsabilidade compartilhada – entre fabricante, comerciante e consumidor – pela destinação final ambientalmente responsável dos produtos.
A ideia é que as empresas associadas aos sindicatos que assinaram o termo de compromisso se reúnam para estipular a melhor maneira de gerenciar o resíduo sólido gerado no decorrer da produção. Os setores vão se reunir e avaliar o que pode ser implementado e o prazo para fazer isso com o apoio da Semaâ€, afirma Busato. Ele comentou que o bom relacionamento da Fiep com o órgão ambiental foi determinante para estruturar um planejamento que prioriza a capacidade da indústria e cumpri-lo.
A Fiep elaborou a agenda para o ano que vem, juntamente com a Sema e os sindicatos. Conforme informou o assessor da presidência, Irineu Roveda Junior, a entidade vai auxiliar na metodologia, técnicos e também com o espaço físico durante as reuniões agendadas. Outra vantagem para as empresas associadas aos sindicatos que se comprometeram com a Sema, além de ter voz ativa no processo, é o respaldo de que já estão fazendo algo para se adequar. A PNRS já está em vigor desde 2010 e existem atuações de indústrias que não estão de acordo com a lei. Para aquelas que assinaram o termo existe o argumento de que têm o desejo de cumprir as exiências caso sejam questionadas em algum momentoâ€, avalia Busato.








