Detalhamento de impostos na nota fiscal pode ser substituído por cartaz no estabelecimento

A obrigatoriedade do detalhamento dos impostos nas notas fiscais, que entrou em vigor no dia 10 de junho, está causando muitas dúvidas para as empresas.  Pela nova lei, o comércio de todo o país está obrigado a emitir notas ficais que discriminem os impostos municipais, estaduais e federais sobre cada produto vendido ao consumidor final. O prazo para adequação à nova medida, no entanto, ainda está em análise pelo governo federal, pois, de acordo com a MP 620/2013, publicada recentemente, somente a partir de 10 de junho de 2014 é que serão aplicadas as penalidades previstas para o descumprimento das disposições constantes da referida lei.

Porém, foi pouco divulgado que a lei faculta às empresas prestar essa informação ao consumidor por meio de cartazes afixados no estabelecimento. A advogada da Pactum Consultoria Empresarial, Martina Robinson de Azevedo, afirma que a lei obriga as empresas a informar os dados sobre os impostos, mas fica alternativa a maneira de prestar essa informação. “É importante ressaltar que a lei permite que a informação conste, alternativamente, em painel afixado em local visível do estabelecimento, ou por qualquer outro meio eletrônico ou impresso, de forma a demonstrar o valor ou percentual dos tributos incidentes sobre todas as mercadorias ou serviços postos à venda”, orienta.

Ela aponta ainda que as informações a serem prestadas podem ser apuradas por entidade especializada em cálculos econômicos e de natureza tributária. “Exemplo disso é o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), que oferece gratuitamente às empresas um guia completo de orientação de como transferir essas informações para os programas de nota fiscal já existentes nos estabelecimentos, assim como um canal de atendimento aos empresários”, avisa.

Martina ressalta que, dessa forma, a informação poderá não espelhar, na realidade, o peso do tributo nos negócios. “Devido à complexidade do nosso sistema tributário e às peculiaridades de cada empresa, o cálculo acaba sendo genérico, já que é realizado a partir de bases médias”, alerta. Se a intenção do governo é conscientizar a população sobre os impostos, a iniciativa é válida. “Mas para atender adequadamente esta proposição, as empresas devem avaliar, internamente, sua real carga tributária, conforme as características do modelo de atuação e comercialização e com o auxilio de profissionais especializados”, avalia.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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