Private Equity continua criando valor para as empresas investidas na América Latina
Os investimentos de fundos private equity têm tido participação crescente em mercados onde as opções de financiamento são limitadas, aponta estudo da EY em parceria com a Associação de Private Equity nos Mercados Emergentes (Empea, na sigla em inglês). O levantamento “Building Vital Partnerships – How do private equity investors create value?”, em sua segunda edição, analisou os resultados e metodologia de mais de 70 operações de saída de private equity realizadas de 2007 a 2012.
Na América Latina, 47% das transações de saída dos private quities foram realizadas por negociações privadas, enquanto que 44% passaram por bolsas de valores. Com base nas transações de saída, os retornos dos investimento de private equity foram 1,4 vez maiores do que o de mercados públicos no período. Segundo Carlos Asciutti, líder de Private Equity da EY, “o crescimento orgânico do lucro EBITDA das empresas investidas, decorrente de aumento de vendas e reduções de custos, representou quase 70% dos ganhos dos private equities ”. “O interesse dos investidores pela América Latina tem sido surpreendente com o crescimento econômico médio do PIB da região superando os 4%”, analisa Jeffrey Bunder, líder global de Private Equity da EY. “Apesar das dificuldades desses mercados exportadores de commodities e os contínuos desafios para o ganho de competitividade industrial, as economias da região têm um potencial promissor por conta do acelerado desenvolvimento de suas classes médias. Olhando para frente, é fundamental para os fundos private equity que eles continuem se desenvolvendo e amadurecendo nessa região, uma vez que eles terão papel vital provendo o capital necessário, disciplina e conhecimento para ajudar a economia da América Latina a atingir todo o seu potencial”, completa Bunder.
Embora a importância da América Latina como um destino continue a crescer – 21% dos investimentos de private equity em mercados emergentes em 2012 foram realizados na região –, há um potencial enorme de crescimento dos investimentos de private equity nesses mercados. As operações desses fundos são responsáveis por menos de 0,1% do PIB latino-americano. O relatório destaca ainda que o Brasil é responsável hoje por 56% das operações de saída registradas na América Latina. Outros países significativos nessa conta são: México (16%), Colômbia (10%), Chile e Uruguai (6% cada).
“A boa notícia é que o interesse do investidor na região está crescendo. De acordo com as nossas pesquisas, 46% dos investidores institucionais consultados planejam comprometer mais capital na América Latina em 2013 e em mais países, além do Brasil”, avalia Jennifer Choi, CEO da Associação de Private Equity nos Mercados Emergentes (EMPEA, na sigla em inglês).


