Guerra no Oriente Médio e eleições no Brasil influenciam decisões de investidores

Guerra no Oriente Médio e eleições no Brasil influenciam decisões de investidores

Política externa e interna exigem um nível mais elevado de planejamento e gestão de risco

O cenário econômico global volta a ser pressionado por fatores geopolíticos e políticos que impactam diretamente o comportamento dos investidores. A escalada de tensões envolvendo o Irã no Oriente Médio e a proximidade das eleições no Brasil criam um ambiente de maior cautela, exigindo decisões mais estratégicas e bem fundamentadas por parte de empresas e agentes do mercado financeiro.

No cenário internacional, conflitos envolvendo o Irã reacendem preocupações com a estabilidade global, especialmente em relação ao preço do petróleo e às cadeias de abastecimento. Historicamente, episódios de instabilidade na região tendem a gerar volatilidade nos mercados, pressionando custos de energia, impactando a inflação global e influenciando decisões de política monetária em diversas economias.

Esse tipo de movimento afeta diretamente investidores, que passam a adotar uma postura mais defensiva, priorizando ativos considerados mais seguros e reduzindo exposição a mercados emergentes.

“Em momentos de incerteza global, há uma tendência de migração de capital para economias mais consolidadas, o que pode impactar o fluxo de investimentos para países como o Brasil”, explica Gabriel Timm, Managing Director of Investments no Grupo Trio.

Não é só o cenário mundial que impacta em decisões de investimentos. No cenário doméstico, a proximidade das eleições no Brasil amplia o nível de incerteza econômica. “O processo eleitoral costuma trazer dúvidas sobre a condução da política fiscal, reformas estruturais e diretrizes econômicas futuras, fatores que influenciam diretamente a percepção de risco dos investidores”, avalia Timm.

Diante desse contexto, Timm destaca que a combinação entre instabilidade externa e incerteza interna exige um nível mais elevado de planejamento e gestão de risco. “Estratégias como diversificação de portfólio, proteção cambial e maior controle sobre fluxo de caixa tornam-se ainda mais relevantes”, completa o especialista.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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