Selic não deve mais subir neste ano e pode cair em 2015
Economistas de instituições financeiras reduziram a projeção para o tamanho do primeiro aumento da Selic em 2015, ao mesmo tempo em que pioraram novamente a estimativa de crescimento da economia neste ano e passaram a ver contração da indústria. Os agentes econômicos consultados na pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira (23) mantiveram pela terceira semana seguida a expectativa de que a Selic não voltará a subir este ano, mantendo-se no atual patamar de 11%.
Mas reduziram a previsão para a primeira alta da taxa básica de juros em janeiro do ano que vem. Agora eles veem aumento de 0,25 ponto percentual, seguido de mais três movimentos na mesma proporção, encerrando o ano a 12%. Anteriormente, os economistas projetavam aumento de 0,50 ponto percentual em janeiro.
No mercado de juros futuros, a curva já precifica que a próxima alta da Selic será de 0,25 ponto percentual justamente em janeiro, diante dos sinais de que a inflação está perdendo fôlego no curto prazo, apesar de continuar em patamares elevados.
Contribui para esse cenário nos DIs a preocupação manifestada pelo BC com a fragilidade da economia na última ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em que manteve a Selic em 11%. No documento, o BC indicou também inflação mais baixa neste e no próximo ano.
Sobre o Produto Interno Bruto (PIB), a expectativa é de expansão de 1,16% este ano, contra 1,24% na pesquisa anterior. É a quarta semana seguida de corte na estimativa do crescimento econômico.Já para a indústria os agentes econômicos passaram a ver uma contração da atividade, de 0,14 por cento, ante expansão de 0,51 por cento anteriormente.
Para 2015, os economistas também reduziram a perspectiva para o PIB, desta vez pela quinta vez seguida, para 1,6%, 0,13 ponto percentual a menos do que na pesquisa anterior. Para a indústria, entretanto, eles veem melhora, com crescimento de 2,30% ante 2,25% previstos anteriormente.
Em relação ao IPCA, a perspectiva no Focus foi mantida em 6,,46% este ano, bem perto do teto da meta do governo, que é de 4,5% com margem de 2 pontos percentuais para mais ou menos.
Para os próximos 12 meses, a estimativa também permaneceu em 5,91%, mas para 2015 sofreu ligeiro ajuste a 6,10% , 0,02 ponto percentual a mais.Em junho, novo alívio nos preços dos alimentos e de habitação ajudou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) a desacelerar a 0,47%, frente a 0,58% de maio.








