Uma maneira mais inovadora de vender

Os grandes campeões de vendas têm a consciência da importância do aprimoramento constante e da inovação para continuar no ápice profissional. Sabem que o sucesso de ontem não garante o de amanhã e, por isso, estão sempre em busca de uma forma mais inovadora para vender. A maioria dos vendedores se concentra em vender apenas solução. O cliente chega com um problema e o vendedor apresenta o produto ou serviço para resolver e, normalmente, para por aí.

O ideal para vender mais e melhor é seguir adiante, executar uma venda consultiva onde, além de vender a solução que o cliente precisa, é necessário saber fazer perguntas e ouvir atentamente as respostas. Desta forma, é possível apresentar ideias, algo que o cliente nem sabe que precisa. Quando o vendedor sugere, ele percebe que será de grande valia e, geralmente, faz a compra de itens adicionais.

Um bom exemplo da venda consultiva aconteceu comigo há algum tempo, quando cheguei numa loja para comprar um notebook. Pedi ao vendedor um computador que fosse imune a vírus, afinal, eu constantemente perdia arquivos relevantes para minhas apresentações e isso era para mim um grande problema. O vendedor me apresentou a solução, um aparelho com um sistema operacional diferente, bem difícil de ser infectado. Gostei da opção apresentada, negociei e realizei a compra.

Depois da venda concretizada e após uma boa sondagem sobre minha atividade profissional, o vendedor já sabendo que eu ministrava palestras, me perguntou como eu passava os slides durante a apresentação. Eu respondi que pedia para uma pessoa ficar na frente do computador passando cada slide. Ele, então, ofereceu também um controle remoto para trocar os slides com rapidez e eficiência. Na época, isso era novidade. Adorei a ideia desse instrumento que me beneficiaria com maior agilidade e dinamismo nas palestras e também comprei. Antes de sair da loja, o vendedor ainda me convenceu a levar a pilha e uma capinha de proteção para o controle remoto.

Vale ressaltar ainda que, provavelmente, a rentabilidade do passador de slides costuma ser maior que a do laptop, onde as margens de lucro costumam ser mais apertadas em função da grande concorrência.

Por fim, saí da loja com laptop, controle remoto, pilha, capa de proteção e feliz da vida. Repare que eu fui até lá para adquirir apenas um produto e comprei quatro. Não fiquei com o sentimento de que o vendedor me empurrou itens a mais para comprar, pelo contrário.

Com uma forma mais inovadora e inteligente de persuasão, esse vendedor acima da média soube apresentar soluções e ideias e conseguiu vender mais e melhor. Reflita!

O artigo foi escrito por Erik Penna,  especialista em vendas, consultor, palestrante e autor dos livros “A Divertida Arte de Vender” e “Motivação Nota 10”.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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