Comércio do Paraná inicia ano com queda de 4,4% nas vendas

O faturamento real (descontada a inflação) dos estabelecimentos comerciais de varejo paranaense, na definição ampliada (que contempla, além do varejo, as atividades de veículos, motos, partes e peças e de materiais de construção), caiu 4,4% em janeiro de 2015 no confronto com o mesmo mês de 2014, ante recuo de 4,9% na média nacional, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os principais responsáveis por esse resultado foram os setores de livros, jornais, revistas e papelaria (-16,5%), veículos, motocicletas, partes e peças (-15%), material de construção (-8,2%), tecidos, vestuário e calçados (-2,4%) e móveis (-1,4%).
No acumulado em 12 meses, encerrados em janeiro de 2015, as vendas do comércio regional caíram 3,8% versus queda de 2,4% na média nacional. Os ramos que mais influenciaram negativamente no declínio das vendas foram livros, jornais, revistas e papelaria (-22,1%), equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-13,5%), veículos, motocicletas, partes e peças (-11,9%), móveis (-5,8%) e material de construção (-4,7%).
Na mensuração restrita (que não considera os ramos de veículos, motos e material de construção), o volume de vendas no Estado subiu 3,6% no mês de janeiro e avançou 2,1% no acumulado em doze meses (terminados em janeiro). No Brasil, o faturamento comercial mostrou variação positiva de 0,6% no mês, e crescimento de 1,8% em doze meses.
Na avaliação do economista e diretor do Centro Estadual de Estatística do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Francisco José Gouveia de Castro, os resultados do comércio varejista paranaense em janeiro de 2015 são uma consequência da redução da renda líquida disponível dos consumidores, em decorrência da combinação do declínio da geração de empregos, do aumento do endividamento das famílias, da elevação dos juros, da interferência da aceleração da inflação no poder aquisitivos dos consumidores e, principalmente, do aumento das incertezas em relação ao futuro.








