Por que o e-commerce não é afetado pela crise?

Rodrigo Schiavini.
Rodrigo Schiavini.

Abrir as páginas dos jornais e sites de notícia de economia está um pouco desesperador nos últimos meses em nosso país. Alta dos juros, quase nenhuma previsão de crescimento – são dados que levam empreendedores a pensar duas vezes antes de realizar qualquer tipo de investimento. Apesar da crise financeira que vive o Brasil, existem setores que estão em alta e um deles é o e-commerce. Segundo o E-Bit, o varejo online brasileiro deve faturar neste ano R$ 43 milhões. Como diz o ditado: “quando a esmola é demais, o santo desconfia”. Contudo, não há motivos para desconfiar do comércio eletrônico brasileiro. Existem razões que explicam por que o setor consegue driblar a crise e trazer lucros para quem é da área.

O e-commerce está em ascensão em todo o mundo, mas aqui no Brasil o cenário é mais especial. Levamos em consideração, em primeiro lugar, que é cada vez maior o número de brasileiros com acesso à internet por meios de desktops ou de dispositivos móveis. Mas apenas isso não explica o sucesso do setor. O principal motivo para o crescimento do varejo online no país é a criatividade dos empreendedores brasileiros. Diferente do que acontece na maioria dos outros países, os empresários brasileiros não se contentam com o básico e conseguem encontrar soluções e estratégias que encantam o consumidor, o que reverte em vendas. Isso pode acontecer em diversas etapas da operação de e-commerce: em uma campanha de marketing, na forma de pagamento, no e-commerce de nicho, etc.

Podemos observar também que o varejo online, em tempos de crise, é mais competitivo do que o tradicional. Com o orçamento mais apertado, é natural que o consumidor pesquise muito mais antes de realizar uma compra. Neste contexto, o comércio eletrônico é muito mais vantajoso, pois oferece inúmeras possibilidades de comparação de preços (e de maneira muito mais ágil e prática). Além disso, o varejista consegue desenvolver campanhas especiais para atrair o público que entra em sua loja, pesquisa, mas não efetua a compra. Nessas ações, a loja virtual relaciona-se diretamente com o cliente, o conquista e é capaz de finalizar a venda.

Outra vantagem do e-commerce que sempre o coloca à frente do varejo tradicional é a capacidade de conhecer o que o público alvo deseja. Campanhas de monitoramento do público servem para fornecer informações do comportamento e do desejo do consumidor. Com esses dados em mãos, é possível oferecer para um público específico exatamente o que ele deseja no momento exato. Oferecer um modelo de compra personalizado de acordo com a necessidade do usuário aumenta as possibilidades de venda, afinal, a loja virtual joga com a real necessidade ou vontade do usuário.

Sempre enfatizo que não basta apenas está no e-commerce para lucrar. É preciso estar atento ao mercado, conhecer suas especificidades, oportunidades e desafios e ter a capacidade de se remodelar, de replanejar estratégias. Ganha quem mantiver sempre esta mentalidade e souber aproveitar o que o setor oferece.

O artigo foi escrito por Rodrigo Schiavini, que é diretor da FBITS eCommerce One Stop Shop.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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