Proteger o caixa e investir em qualificação profissional são as melhores alternativas para profissionais liberais  

Ricardo Amorim: . “A crise mudou o jogo de forças no mercado de trabalho".
Ricardo Amorim: . “A crise mudou o jogo de forças no mercado de trabalho”.

Crises econômicas podem ser vistas apenas como momentos adversos, numa ótica pessimista, ou como oportunidades de inovar, criar ou investir em um negócio, e deslanchar sua carreira profissional. Essa segunda visão é a recomendação do economista e consultor financeiro Ricardo Amorim, que ministrou palestra em Curitiba no último sábado (31), a convite da Unimed Curitiba.

Amorim resume em duas sugestões principais o que médicos e profissionais liberais devem fazer neste momento: proteger o caixa e investir na qualificação profissional. “Proteger o caixa significa evitar assumir dívidas. Em momentos de crise, os bancos ficam muito mais restritivos com créditos. Pode até acontecer, mas se a crise demorar mais tempo para passar, as condições para renegociar a dívida acabam sendo piores depois”, orienta o economista.

A segunda dica é investir na qualificação profissional. “A crise mudou o jogo de forças no mercado de trabalho. Até um ano e meio atrás, quem queria contratar não encontrava profissional: ou era muito caro, ou não tinha gente boa. Hoje isso se inverteu: falta emprego e tem muita gente para trabalhar. Então quem não está contente com a equipe que tem, ou com a qualificação do grupo, essa é a hora de investir e tornar sua equipe melhor”, recomenda Amorim.

Mercado da saúde

Entre as áreas que registram crescimento no país está a saúde e os planos suplementares. Em 15 anos, o salto foi de 30 para 50 milhões de usuários de planos de saúde no Brasil. “O envelhecimento da população também traz muitas oportunidades para a classe médica, principalmente em relação à geriatria e as especialidades relacionadas à terceira idade”, aponta o consultor.

A tecnologia também contribui neste cenário. “Saímos de uma era de baixo custo, baixo acesso à saúde e à tecnologia para o período atual, em que a tecnologia e os custos estão altos, mas o acesso à saúde continua reduzido. As expectativas para o futuro são otimistas nesse ponto: conforme a tecnologia avança e reduz os custos, o acesso da população tende a aumentar”, pondera.

 

 

Em sua palestra, Ricardo Amorim ressaltou o bom momento vivido pelos países emergentes na economia mundial, em especial a América Latina. “A oferta de serviços e oportunidades de negócios não está mais vindo dos Estados Unidos e da Europa, e sim dos emergentes. Além disso, o mundo nunca gerou tanta riqueza quanto agora: a renda global dos últimos 10 anos é maior que dos 150 anos anteriores que, por sua vez, supera tudo que já foi gerado no planeta em toda a história”, afirma.

 

Em relação ao Brasil, segundo o economista, os fatores que desencadearam o cenário atual já estão ficando para trás. “As medidas que o governo aponta para 2016 nos mostram um cenário melhor do que deste ano e dos quatro anteriores. Já os fatores que fazem a América Latina, como um todo, crescer devem continuar. Cabe ao Brasil voltar a aproveitar este momento e fazer da crise uma oportunidade para a retomada do crescimento”, destaca.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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