Criação do Seguro Auto Popular poderá baratear apólice e coibir “mercado negro” de peças usadas

André Coutinho: apenas um em cada três carros possui seguro de automóvel no Brasil.
André Coutinho: apenas um em cada três carros possui seguro de automóvel no Brasil.

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) abriu consulta pública para a criação do Seguro Auto Popular, modalidade de garantia que permitiria que todo o proprietário de veículo com mais de cinco anos de fabricação pudesse utilizar peças usadas no conserto de automóveis. A proposta é que a venda de peças usadas para os automóveis segurados nessa nova opção de apólice seja controlada e que elas levem o selo de garantia do Inmetro. Além disso, apenas as oficinas legalizadas pelos Departamentos de Trânsito Estaduais (Detrans) poderiam comercializá-las.

Algumas entidades representativas do setor, como o Sindicato de Corretores de Seguro de São Paulo (Sincor-SP), sugerem ainda incluir na resolução a possibilidade de serem usadas peças originais remanufaturadas e de segunda linha para atender a demanda. O diretor da Senzala Corretora de Seguros de Curitiba, André Coutinho, considera positiva a criação dessa modalidade de seguro e diz que a sua aprovação poderia baratear o valor da apólice, segundo as estimativas, em até 30%.

Essa redução se daria em função de um aumento na quantidade de proprietários que teriam o seguro, atingindo em torno de 20 milhões de novos clientes, segundo as entidades setoriais. Hoje, apenas um em cada três carros possui seguro de automóvel no Brasil. “Essa proposta atenderia uma grande fatia do mercado que hoje não conta com essa garantia, e assim geraria benefícios para seguradoras, corretoras de seguros e principalmente para os usuários, sejam pedestres ou motoristas, que se envolvem em colisões diariamente e muitas das vezes não têm condições de arcar com os prejuízos causados”, avalia Coutinho.

A aprovação da nova modalidade de seguro está conectada ao cumprimento da Lei do Desmanche (Lei Federal nº 12.977/2014), em vigor desde maio do ano passado, que propõe a regulamentação e regularização dos ferros-velhos. Ainda, ela estabelece a destinação controlada dos resíduos fluidos, exigência de pisos especiais e contratação formal dos funcionários. Apesar de estar em vigor há quase um ano, atualmente ela é cumprida apenas em São Paulo.

“Combinadas essas duas medidas, o mercado ‘negro’ de peças e desmanches provavelmente teria uma dificuldade muito maior na negociação dos veículos e peças roubadas, o que reverteria em segurança ao beneficiário do Seguro Auto Popular quanto à procedência das peças. Na teoria, seria muito positivo. Se tudo for muito bem discutido, fiscalizado e regulamentado, certamente trará muitos benefícios à sociedade como um todo”, opina Coutinho. A modalidade de seguros de automóvel teve crescimento de 3% no último ano no país, segundo informações do Sincor-SP.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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