Na contramão da crise, consórcio de imóveis cresce 43,4%

Superando as expectativas sobre um ano difícil para a economia brasileira, o mercado de consórcio de imóveis registrou um crescimento de 43,4% no volume de créditos comercializados de janeiro a dezembro de 2015 (R$ 28,90 bilhões) em todo o país, na comparação com 2014 (R$ 20,16 bilhões). O segmento atingiu a marca de 805 mil participantes ativos, 3,6% a mais do que no ano anterior.
O levantamento, divulgado na segunda quinzena de fevereiro, foi realizado pela assessoria econômica da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) e tem por base resultados do Sistema de Consórcios 2015. A expectativa da entidade é manter os resultados positivos em 2016.
O crescimento em todo país, na opinião do presidente executivo da ABAC, Paulo Roberto Rossi, demonstra maturidade dos consumidores para enfrentar a crise motivada pela inflação crescente, alta taxa de juros, pouca confiança e pelo aumento nos índices de desemprego. “Trata-se de uma parcela significativa, que, após rever e ajustar seus orçamentos mensais, continuou a assumir compromissos financeiros mais coerentes com o momento, sempre levando em conta disponibilidade e responsabilidade de consumo.”
Referência no segmento no Paraná, a Ademilar Consórcio de Investimento Imobiliário teve um aumento de 18,61% em suas vendas de janeiro a dezembro do ano passado em relação a 2014. “Sem dúvida, 2015 foi o ano do consórcio de imóveis, assim como de nosso melhor desempenho, em particular, desde a fundação da empresa, há quase 25 anos”, avalia a diretora-superintendente da Ademilar, Tatiana Schuchovsky Reichmann. O balanço é referente a resultados da administradora em todas as praças de atuação – Paraná, Santa Catarina e São Paulo. “Crescer é uma tendência que permanece em 2016, contribuindo para um fortalecimento ainda maior do setor”.
A Ademilar estima um aumento de 18% em créditos comercializados para 2016. A expectativa por um índice positivo vai ao encontro ao apurado pela pesquisa da ABAC, que sinaliza para a permanência do interesse pelo consórcio de imóveis este ano. Ao questionar 300 potenciais consorciados, sendo 50% do sexo masculino e 50% do feminino, as múltiplas respostas apresentaram o interesse de 64,6% deles em comprar imóveis por meio da modalidade. “Quanto mais o brasileiro estiver consciente da administração de suas finanças pessoais e atento à essência da educação financeira, mais se intensificará a possibilidade do consórcio continuar a crescer”, complementa Rossi.


