Curso de CIPA pretende minimizar acidentes de trabalho
O cenário é típico de uma grande fábrica: máquinas pesadas, cortantes e, muitas vezes, aliadas a altas temperaturas. Funcionários que, apesar de bem treinados, são suscetíveis a falhas humanas e cansaço. O resultado desta equação vira estatística: entre 2007 e 2013, o Brasil registrou 5 milhões de acidentes de trabalho, dos quais 45% acarretaram na morte, invalidez permanente ou afastamento temporário de trabalhadores. Os dados são do Anuário Estatístico da Previdência Social, que teve sua última atualização em 2013.
É pensando em minimizar dados alarmantes como estes que o Sindicato das Indústrias de Cacau e Balas, Massas Alimentícias e Biscoitos, de Doces e Conservas Alimentícias do Estado do Paraná (Sincabima) oferecerá, em parceria com o Sesi, um curso de CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes). O curso acontece entre os dias 20 e 24 de junho e o principal objetivo é conscientizar as empresas sobre a Comissão, que visa a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho.
A instalação da CIPA é obrigatória para todas as empresas com mais de 20 funcionários. Para as demais, é necessário nomear ao menos um representante treinado em curso para a realização das atividades referentes à Comissão, conforme determinações da NR-05. Com carga horária de 20 horas, o curso é voltado para empregados da indústria e acontecerá na sede do Sincabima.
O treinamento será gratuito para as indústrias associadas ao sindicato. Já para não associadas com CNAE indústria o valor do investimento é de R$ 85,00 por participante e para aquelas com outros CNAE é de R$ 150,00. Ao final das atividades, serão fornecidos certificados aos alunos que completarem a carga horária exigida.
A Justiça do Trabalho vem limitando o direito à estabilidade dos empregados eleitos para a Cipa. Até então, estes trabalhadores não poderiam ser demitidos sem justa causa desde o momento de sua candidatura até um ano após o término do mandato. No entanto, funcionários que tenham renunciado voluntariamente ao cargo de “cipeiros” têm visto seus pedidos de indenização e reintegração negados pelos magistrados.


