Indústria química registra crescimento de importações, indicando início de retomada do setor para o final do ano e início de 2017

A dupla exportações e inovações são os pilares da estratégia de ação da Adecol.
A dupla exportações e inovações são os pilares da estratégia de ação da Adecol.

Um dos setores mais afetados pela crise brasileira, a indústria começa a dar indícios de que em breve pode retomar seu equilíbrio e até almejar um crescimento para um futuro próximo. Prova disso é o desempenho da Adecol, líder nacional em adesivos industriais. A empresa que fechou recentemente seu balanço para o primeiro semestre de 2016 registrou um aumento de 24,43% em faturamento e 5,41% em volume em comparação ao mesmo período de 2015, alcançando sua meta no primeiro semestre para atingir o faturamento de R$ 150 milhões até o final de 2016.

A performance é ainda uma exceção no mercado químico, porém o aumento generalizado das importações registrado pela Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química) demonstra a retomada do setor como um todo após um tenebroso período de retrações.

Segundo a Abiquim, no período de janeiro a maio de 2016 a quantidade importada de produtos químicos de 13,8 milhões de toneladas, aumento de 9,8%, na comparação com o acumulado entre janeiro e maio de 2015. Já as exportações de produtos químicos movimentaram 6,8 milhões de toneladas de janeiro a maio de 2016, crescimento de 11,3% em relação ao acumulado de janeiro a maio de 2015. Os dois indices são fundamentais para o desempenho de um terceiro índice: a queda do deficit acumulado da balança comercial de produtos químicos.

A dupla exportações e inovações são os pilares da estratégia de ação da Adecol e os pilares que diferenciam a empresa no cenário econômico do País. Atualmente a empresa está agindo com determinação em sua internacionalização na América Latina. “Ano passado fizemos o projeto de internacionalização e em 2016 arregaçamos de vez as mangas para nos estabelecer na América Latina. O resultado disso é que dobramos nosso faturamento em exportações. Estamos com representantes em todos os países do bloco e já contamos com ótimos resultados na Bolívia e no Chile. Para conquistar a América Latina não estamos medindo esforços, fomos até a Alemanha”, conta Ana Júlia Kiss, diretora de produção da Adecol, referindo-se à presença da empresa em grandes eventos internacionais como a Dupra, maior feira da indústria gráfica no mundo e que acontece na Alemanha.

Parte fundamental do DNA da Adecol, as inovações permanecem como carro-chefe da empresa, que investe 5% de tudo o que fatura em pesquisa e desenvolvimento. Antenada, a empresa atua para o Mercado interno, porem vem firmando parceria com gigantes multinacionais para o desenvolvimento de produtos em conjunto. “Em outubro viajaremos novamente para a Europa para apresentar principalmente ao Mercado latino um produto que desenvolvemos com a gigante multinacional Dow Chemical e que foi escolhido por ela como case a ser destacado para o Mercado mundial”, comemora Ana Julia.

O que diz a Fiesp, a FGV e o Ministério da Fazenda

Segundo Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas de Estudos Econômicos da Fiesp, atualmente já se nota uma redução no ritmo de queda da indústria e embora a entidade considere 2016 mais um ano perdido, a performance do 1o semestre do ano e as expectativas para os próximos meses corroboram para a retomada do setor em 2017. “A reversão da atividade econômica está se aproximando”, diz Francini.

Outro indicador de melhora do setor é o aumento do índice de confiança da indústria, catalizado pela redução do risco fiscal e retomada das exportações. Um bom exemplo da redução do risco fiscal foi o desempenho do PIB brasileiro no 1o trimestre de 2016. A expectativa de queda era de 0,8%, porém o País fechou o período com uma queda bem menor, de 0,3%.

Segundo a Fundação Getúlio Vargas, o ICI (Índice de Confiança da Indústria) de junho atingiu o maior nível desde fevereiro de 2015, alcançando 83,4 pontos, subindo 4,2 pontos, num movimento traduzido pela FGV como “redução do pessimismo”. Ainda de acordo com a FGV, entre maio e junho, o percentual de empresas prevendo reduzir a produção nos meses seguintes diminuiu de 28,7% para 16,0% do total, enquanto a parcela de empresas que espera aumentar a produção passou de 23,4% para 24,2%

Apesar do cenário menos turbulento, antigas reivindicações da FIESP se mantêm principalmente as que fazem parte do denominado “Custo Brasil”, que impedem a competitividade da indústria brasileira no mundo. São eles tributação, custo de capital de giro, de energia e matérias-primas, infraestrutura e taxa de câmbio, entre outros.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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