E agora, como fica o Brasil?

Ágide Meneguette.
Ágide Meneguette.

O processo do impeachment, que marcou a maior crise política brasileira, chegou ao fim e Michel Temer é confirmado como definitivo na condução do país, marcando o fim do período de poder do PT iniciado com o Lula.
Saímos do impasse, mas os problemas não se encerram com a posse. A presidente foi, mas a crise ficou. Podemos tirar algumas lições disso tudo. Pela segunda vez o Brasil tem um presidente é impichado.

Não é o que se desejava, mas um direito do processo democrático que foi exercido. E nisso a pressão popular teve um grande papel. O agronegócio teve grande participação e se posicionou claramente pelo impeachment ao entender que o Planalto tinha demonstrado apoio as badernas feita por movimentos que apoiam o PT, desrespeitando a Constituição. Por entender também, que não havia mais condições de governabilidade, o que afetou nossa economia e a imagem do nosso país lá fora.

Espera-se agora que a população continue a exercer seu direito. Mas também a sua responsabilidade, não deixando ao poder público o direito exclusivo de decidir nosso futuro. Também fica a expectativa de que o amadurecimento da democracia traga maior pudor aos políticos no trato da coisa pública.

O rombo deixado nos cofres públicos e os inúmeros problemas pela falta de recursos são heranças malditas que terão que ser administrados por Temer e sua equipe.

O governo terá que enfrentar muitos desafios para conter a instabilidade econômica, mas também terá melhores condições de negociação. Desde que atenda a expectativa e de sinais ao mercado de que tem força política para conseguir o apoio do Congresso para aprovar medidas duras para equilibrar as contas públicas. Espera-se um governo de reformas.

Até agora os sinais positivos foram tímidos. Livre do desconforto da posição de interino, espera-se uma postura firme do governo demonstrando sua força e habilidade para restabelecer a confiança do setor produtivo. Podemos perceber alguns sinais pontuais de reação da economia. Para a agricultura, por exemplo, o novo governo já deu sinais que nos animam. Demonstrou respeito pelo setor e interesse em buscar soluções para impulsionar o agronegócio.
Contudo ainda não são suficientes para comemorações. Continuamos com milhares de desempregados e o brasileiro continua perdendo seu poder de compra.

O calendário eleitoral é outra pedra no caminho, considerando que este ano ainda temos eleições municipais e 2018 as eleições presidenciais. E, político não gosta de medida impopular, ainda mais em ano eleitoral. Sobra 2017 para que algo produtivo aconteça.

Outro grande problema, como já demonstrou, o PT é bom de oposição e a cúpula já começa a se movimentar. Seria ingenuidade acreditar que aceitariam pacificamente o impeachment. A reação virá e com força para tentar se manter até as eleições presidenciais de 2018.

Ainda não superamos o trauma, teremos que percorrer um longo caminho, mas espera-se que o pior já tenha passado e possamos virar a página. Por que o amanhã, quem sabe como será?

O artigo foi escrito por Ágide Meneguette, que é presidente do Sistema FAEP

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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