Blindagem de informação: como controlar dados confidenciais de uma empresa

Paulo Silva: Um ataque interno é muito mais prejudicial do que a ação de um hacker.
Paulo Silva: Um ataque interno é muito mais prejudicial do que a ação de um hacker.

Os ataques cibernéticos, que segundo a consultoria IDC aumentaram 40% nos últimos anos, são apenas uma das preocupações das empresas quando o assunto é manter seus dados a salvo. Segundo o especialista em segurança da informação, Paulo Silva, da Tracker Consultoria, o acesso irrestrito aos dados dentro das corporações ainda mais preocupante do que ameaças externas.

“É muito comum que as companhias pensem na segurança só na questão tecnológica. Porém garantir que os negócios não sejam afetados pelo vazamento de informações estratégicas vai muito além da instalação de um bom antivírus ou bloqueio da internet”, diz o especialista.

Paulo lista três atitudes essenciais para empresas de qualquer tamanho e porte protegerem suas informações:

Verificar o acesso dos colaboradores: é realmente necessário que os profissionais acessem deliberadamente os dados da sua empresa? Contatos de clientes, informações estratégicas, política de preços, fornecedores, finanças. O primeiro passo para evitar que o descontentamento de um colaborador culmine no vazamento dessas informações é evitar que ele consiga vê-las.

“Um ataque interno é muito mais prejudicial do que a ação de um hacker, facilmente contida com antivírus. Aqui não é uma questão ligada à tecnologia, mas sim a forma como a empresa lida com esta questão. Nem todos precisam saber de tudo e isso não tem a ver com falta de confiança mas sim com consciência por parte dos gestores. Deixe os dados mais importantes sobre planejamento estratégico, por exemplo, restritos a quem realmente esteja ligado a eles”, orienta Paulo.

Criar uma política de segurança: o consultor da Tracker lembra que manter as informações da empresa bem guardadas não é algo específico dos profissionais de TI. “É necessário que se crie uma política interna de segurança, que envolva uma equipe multidisciplinar. Regras de acesso, trocas e criação de senhas, comunicação entre setores, backups, cuidados com papeis e maquinário. Tudo isso precisa ser revisado analisado. A criação dessas regras é facilitada com o apoio de um especialista que conduza a criação de uma política eficaz, com normas a serem seguidas por todos”, avalia.

Organização e continuidade: Paulo explica que não adianta apenas criar um regulamento e não acompanhar a evolução dele. “Os negócios evoluem, novos equipamentos são adquiridos, a equipe cresce. Contar com uma organização interna é fundamental para que as regras criadas não sejam esquecidas. Elas devem ser revisadas periodicamente. Treinamentos e atualizações também auxiliam as empresas e equipes a manterem a organização quando o assunto é proteção de dos dados”, conclui.

Crédito da foto – Daniel Zimmermann.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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