Economista do Bradesco projeta juros menores e dólar em alta para 2017

Juros em queda, dólar valorizado, desemprego em alta e uma pequena recuperação do Produto Interno Bruto (PIB) a partir do primeiro trimestre de 2017. Essas foram as projeções apresentadas na noite desta quinta-feira (27), em Curitiba, à empresários e executivos financeiros, pela coordenadora do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, a economista Fabiana D’Atri, durante a entrega do prêmio Equilibrista ao administrador, Rogério Latchuck, diretor da Arauco Brasil, que foi eleito o Executivo de Finanças de 2016 pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Paraná.
Fabiana D’Atri tentou responder as três perguntas que mais têm sido feitas pelos empresários brasileiros neste momento. São elas: Quando a economia começará a melhorar; Quais os ajustes que devem ser feitos pelo governo? e quanto da melhora da confiança dos empresários e dos consumidores poderá ajudar a economia a se recuperar daqui para frente.
A economista do Bradesco lembrou que o PIB está apresentando queda há oito trimestres consecutivo, e a expectativa é de que ainda deve ficar negativo nos últimos três meses deste ano. Porém, ela prevê uma pequena recuperação a partir do primeiro trimestre de 2017. Na sua avaliação, a reação da economia se dará de forma lenta, os estoques ficarão voláteis e caberá à indústria dar os resultados.
Para Fabiana D’Atri o ajuste fiscal deve ser feito em três bases. O primeiro começou com a aprovação da PEC 241 pela Câmara Federal e que deve ser aprovada também pelo Senado até o dia 13 de dezembro próximo. O segundo ajuste é a Reforma da Previdência, que ficará para 2017 e a terceira base é o crescimento da arrecadação, que dependerá de uma reação da economia. A representante do Bradesco chamou a atenção dos executivos para o fato de que enquanto não houver uma pacificação política fica muito difícil de acontecer uma retomada da economia.
Quanto aos juros, a economista do Bradesco destaca que o Banco Central começou este mês a reduzir as taxas com cautela e novos cortes deverão acontecer em 2017 e 2018, acompanhando a queda da inflação.
Já o dólar que caiu bastante este mês em função da maior entrada da moeda norte-americana no País em função da repatriação, deve voltar a subir em novembro. Outro motivo que também influenciará a alta do dólar é que o Federal Reserve, que é o Banco Central dos Estados Unidos, vai elevar as taxas de juros em dezembro, e com isso a moeda se valorizará ainda mais. Portanto, quem tem viagem marcada para o exterior, deve se apressar em comprar dólares.
A economista do Bradesco projeta o dólar comercial a R$ 3,30 em 2017, queda de 3,5% do PIB para este ano e alta de 1% no próximo ano. Já a inflação que deverá fechar este ano com alta de 7%, deverá cair para a casa de 4,7% a 4,8% em 2017.







