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Brasil sobe 12 posições na disputa por talentos

 Arturo Bris, diretor do Centro de Competitividade Mundial do IMD.
Arturo Bris, diretor do Centro de Competitividade Mundial do IMD.

O Brasil foi o maior destaque do novo estudo do IMD sobre desenvolvimento, atração e retenção de talentos, subindo 12 posições, para o 45º lugar, no Ranking Global de Talentos, que avalia a capacidade dos países de atender às necessidades corporativas. O relatório representa uma avaliação anual da eficácia das nações em gerar e reter talentos para as empresas que atuam em suas economias. A classificação é baseada em mais de duas décadas de dados relacionados à competitividade, incluindo uma pesquisa em profundidade com milhares de executivos em 61 países.

“O maior vencedor no Ranking Global de Talentos é o Brasil, que subiu 12 posições neste ano. Embora esse seja um resultado surpreendente, precisamos considerar que o sucesso do País ocorreu praticamente devido ao mal desempenho de outras nações”, explica o professor Arturo Bris, diretor do Centro de Competitividade Mundial do IMD e responsável pelo estudo.

Com a melhora no resultado deste ano, o Brasil figura na melhor posição entre as economias latino-americanas avaliada, sendo seguido pelo Chile, classificado na 47ª posição no ranking geral e pela Colômbia, em 54º lugar. Logo após aparecem Argentina (55º), México (56º), Peru (59º) e Venezuela (61º).

A pesquisa foca em três categorias principais – investimento/desenvolvimento, atração e prontidão – que, por sua vez, são derivadas de uma gama muito mais ampla de fatores, tais como educação, aprendizagem, treinamento de funcionários, fuga de capital humano, custo de vida, motivação dos colaboradores, qualidade de vida, competências linguísticas, remuneração, taxas e impostos.

“O Brasil teve um resultado pobre em temos de investimentos públicos em educação. Estava em 45º no ranking, entre 60 países, e subiu para a posição 39, o que significa que as políticas públicas estão melhorando, mas ainda há muito a ser feito”, afirma Bris.

Além do Brasil, apenas a Áustria registrou melhora semelhante ao subir 11 posições no ranking, do 19º para o 8º lugar. Os países europeus, aliás, foram o grande destaque, ocupando 9 das 10 primeiras posições no estudo. Suíça e Dinamarca continuaram ocupando confortavelmente a primeira e segunda posição, como no ano passado, com a Bélgica em terceiro lugar, Suécia em quarto e os Países Baixos em quinto.

Finlândia, Noruega, Áustria, Luxemburgo e Hong Kong completam o top 10, com Alemanha (11), Islândia (16), Irlanda (18) e Reino Unido (20) também figurando no Top 20.

O professor Arturo Bris comenta: “Talento é um dos pilares da competitividade da Europa. É verdade que a região em geral continua a enfrentar uma série de problemas, incluindo baixo crescimento econômico. Mas a qualidade de seus sistemas de educação e o comprometimento com o desenvolvimento de talentos, desde uma idade baixa até a aposentadoria, devem preservar sua competitividade de longo prazo”.

Por outro lado, muitas economias proeminentes decepcionaram, com os EUA ficando em 14º, como em 2015, o Japão em 30º e a China continental caindo para o 43º lugar.

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Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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