Crédito à inovação gera onda de prosperidade na economia

Jamile Sabatini Marques.
Jamile Sabatini Marques.

O economista e cientista político Joseph Schumpeter, em 1911, escreveu sobre a Teoria do Desenvolvimento Econômico, a qual demonstra a importância do crédito/fomento ao empreendedor inovador. Schumpeter trata os ciclos econômicos nos períodos de prosperidade e recessão econômica, comuns no processo do desenvolvimento capitalista.

O autor relaciona os períodos de prosperidade ao empreendedor inovador que, ao criar novos produtos, é imitado por empreendedores não inovadores, que investem recursos para produzir e plagiar os bens criados pelo empresário inovador. A relação entre inovação e a criação de novos mercados dá início a uma mudança econômica, gerando novas necessidades e desejos de consumo. A importância do crédito para a inovação é como uma onda de investimentos de capital que ativa a economia, gera prosperidade e aumenta o nível de emprego.

As agências de desenvolvimento – como o BNDES, FINEP, CNPq e agentes regionais como as FAPs e bancos de desenvolvimento – têm um papel importante ao fomentar a inovação em vários setores da economia, pois vivemos em um mundo dinâmico em que se faz necessário criar novos mercados e fazer diferente.

O fomento pode ser concedido por meio de incentivo fiscal, o qual libera o fluxo de caixa para o empreendedor investir em pesquisa e desenvolvimento. Outra forma é o crédito subsidiado, com taxas atrativas, acesso rápido ao crédito, flexibilizando as garantias reais para que sejam compatíveis com a era do conhecimento, no qual as mentes dos trabalhadores são os ativos intangíveis, que geram maior valor para as empresas e, consequentemente, para a economia.

E outra maneira de fomentar a inovação é por meio de editais de subvenção tanto financeiros como para desenvolvimento de equipes de pesquisa e desenvolvimento nas empresas, dando corpo à pesquisa e integrando universidade e empresa.

No Brasil, pouco se mede sobre o impacto do fomento à inovação, porém em pesquisas anteriores realizadas junto às empresas que receberam recurso público para inovar, o governo obteve o retorno deste incentivo no primeiro ano de programa. As empresas cresceram e algumas passaram a exportar, geraram empregos e melhoraram os benefícios oferecidos para os seus funcionários, tendo como resultado o desenvolvimento econômico baseado no conhecimento.

Por essa razão, o apoio à inovação, por meio de incentivo fiscal do governo, pode impulsionar as empresas brasileiras, tornando o país mais competitivo, com capacidade de deslumbrar novos mercados, gerando crescimento econômico.

O artigo foi escrito por Jamile Sabatini Marques, que é diretora de Inovação da Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes).

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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