O glamour do melhor curso de Economia do Paraná

Gilmar Mendes Lourenço.
Gilmar Mendes Lourenço.

O Curso de Ciências Econômicas da FAE Centro Universitário foi agraciado, em setembro de 2016, com a comenda de melhor qualidade de ensino, pesquisa e extensão, entre aqueles mantidos por instituições privadas de educação de terceiro grau, atuantes no Paraná. O selo foi conferido pelo Ranking Universitário do Jornal Folha de São Paulo (RUF), depois de exaustiva pesquisa realizada pelo veículo de comunicação, no triênio 2014-2016, envolvendo apreciações técnicas de professores avaliadores, credenciados pelo Ministério da Educação, e opiniões emitidas por profissionais do mercado corporativo.

De acordo com os critérios de aferição do RUF, no conjunto de entidades dedicadas à preparação e formação de futuros economistas no Estado, a experiência de plantio de sementes de mais de seis décadas da FAE, a deixaria atrás apenas da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e Universidade Federal do Paraná (UFPR), em sofisticada multiplicação de transmissão de conhecimentos, e correspondente aprendizado de estudantes e, por extensão, inserção plena destes no terreno de ocupações e de atividades empreendedoras.

A bela conquista da escola não possui segredos ou mistérios. A obtenção do primeiro posto na corrida das organizações privadas resulta da contínua busca de aproveitamento de alguns elementos virtuosos e bônus, expressos em constante modernização das instalações, capacitação e valorização do quadro de docentes e demais colaboradores, além do envolvimento do corpo discente.

Em paralelo sobressai o empenho da direção da instituição, apoiada em um grupo de professores – com um pé no mercado e o outro na academia – de primeira grandeza, e na identificação de necessidades de correções de rotas, imprescindíveis à atualização, renovação e multiplicação de descobertas, em fase com os crescentes e substanciais avanços científicos e tecnológicos e as radicais alterações na dinâmica de operação dos entes demandantes do produto FAE.

De fato, a tônica do curso da FAE repousa no perene trabalho de articulação entre os projetos pedagógicos e as matrizes curriculares e a realidade do mercado, em um panorama de acirramento da concorrência intercapitalista, multidisciplinar e encaixado nos paradigmas da Terceira Revolução Industrial, da financeirização da riqueza e do desenvolvimento sustentável, centrado na edificação de consciências cidadãs.

Mais que isso, a constituição de uma espécie de glamour do curso está diretamente relacionada ao assíduo treinamento e preparação de times com potencial competitivo, em diferentes partes dos balcões de oportunidades, que foram também disputados e ocupados por elementos com formação em administração, engenharia, contabilidade, legislação, finanças, matemática financeira, dentre outras áreas, representando, em não raros casos, uma verdadeira invasão da área de atuação exclusiva do economista.

Para tanto, foi crucial a flexibilização das estruturas curriculares, na direção da produção de um profissional mais próximo das exigências e especificações determinadas pela radical mutação verificada no eixo de ocupações e dos interesses empreendedores, ao longo das últimas três décadas, alargando o terreno do segmento privado e encolhendo a demanda do setor público.

Igualmente relevante foi a multiplicação da oferta de conteúdos multidisciplinares devido à ampliação e diversificação dos compartimentos de trabalho comuns e em rede entre distintas categorias profissionais – especialmente em meio ambiente, regulação e perícia -, e a preservação organizada dos estoques e fluxos de compreensão propiciados pela retaguarda histórica, metodológica, estatística e social, característica da equipe dos cientistas sociais, da qual o economista faz parte.

Isso sem perder de vista a importância estratégica de priorização de linhas de pesquisa que funcionem como autênticas caixas de ressonância da sociedade. Nessa perspectiva emerge a publicação eletrônica mensal do Curso, chamada Vitrine da Conjuntura, que, há quase dez anos, emprega metodologia contemporânea para abordagem, discussão e entendimento dos movimentos de curto prazo do sistema econômico brasileiro e regional.

Por fim, o protagonismo da Economia da FAE coincide com um estágio em que a classe dos economistas – capitaneada pelas entidades dedicadas ao ensino e pesquisa e dos organismos de representação – empenha-se em resgatar seu papel chave na formulação e execução de programas de desenvolvimento para o País, depois da brutal supressão do privilegiado espaço das atividades subjacentes ao planejamento e ao poder de coordenação e de indução do estado, ou mais precisamente ao erguimento de programas públicos e privados, com prolongado horizonte temporal de maturação, típicas do economista.

Essencialmente, em tempos em que os “olhos de águia” esforçam-se para recuperar o lugar reservado, por quase quatro decênios, às planilhas financeiras – na busca do robustecimento dos lucros das organizações pela impulsão da renda variável, propiciada pela hiperinflação indexada e/ou pelos juros reais elevados -, os economistas tornam-se novamente peças fundamentais nas tarefas de proposição e intervenção visando à conciliação entre maximização da eficiência produtiva e homogeneização do tecido social.

O doce regresso da combinação entre ciência econômica e explicitação e negociação coletiva de um projeto de nação passa, invariavelmente, pela concepção e implementação de providências amargas, centradas no ajuste fiscal de abrangente e longo alcance, reformas estruturais e restauração da lógica determinada pela produtividade.

Ao economista cabe interferência decisiva nesse processo, no qual o Curso de Economia da FAE está na dianteira. Até porque, é prudente não esquecer a existência de forte correlação entre o charme de uma instituição de educação superior e a excelência de seu ensino em Ciências Econômicas.

O artigo foi escrito por Gilmar Mendes Lourenço, qie é Economista, Consultor, Professor da FAE Business School, Ex-Presidente do IPARDES.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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