FGV publica primeiros resultados do Indicador de Incerteza da Economia Brasil
A Fundação Getulio Vargas, por intermédio do Instituto Brasileiro de Economia, lança este mês o Indicador de Incerteza da Economia Brasil composto por três medidas. A primeira é o IIE-Br-Mídia, baseada na frequência de notícias com menção à incerteza; A segunda, o IIE-Br-Expectativa, é construída a partir das dispersões das previsões de empresas para a taxa de câmbio e para o IPCA; e a terceira é o último componente baseado na volatilidade do mercado financeiro, o IIE-Br Mercado. Essas três medidas, em conjunto, minimizam os impactos que cada fator isoladamente pode ter no indicador final.
Este primeiro relatório apresenta os resultados obtidos até novembro de 2016 com foco na evolução dos últimos meses – e registra uma síntese metodológica ao final. O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br), após apresentar queda expressiva nos meses de agosto e setembro, se manteve estável em outubro e voltou a aumentar em novembro. O indicador subiu 5,6 pontos ao passar de 120,8 para 126,4 pontos.
No mês de novembro, o componente que mais influenciou o crescimento do IIE-Br foi o IIE-Br Mídia, com crescimento de 4,8 pontos em relação ao mês anterior.
O aumento da incerteza em relação à economia começou a ser observado nos componentes IIE-Br Mídia e IIE-BR Mercado a partir de setembro de 2016. Este crescimento, porém, foi suavizado pela componente IIE-Br Expectativa, que apresentou quedas expressivas neste período. Entretanto, o aumento da volatilidade das previsões da taxa de câmbio em novembro, causadas possivelmente pela surpresa do resultado das eleições americanas, influenciaram um aumento do IIE-Br.
A próxima divulgação do Indicador de Incerteza Econômica Brasil ocorrerá em 28 de dezembro de 2016.


