Três atitudes para evitar o vazamento de dados nas empresas

Paulo Silva, diretor da Tracker Consultoria.
Paulo Silva, diretor da Tracker Consultoria.

Quando o assunto é segurança da informação, a maioria dos gestores foca apenas em questões ligadas à sua área de TI. Um bom anti-vírus, senhas atualizadas e revisadas, sites bloqueados. Porém, esta é apenas uma das áreas que precisa ser repensada para garantir a proteção dos dados da empresa, segundo o especialista em segurança da informação Paulo Silva.

O diretor da Tracker Consultoria e professor universitário garante que um olhar aprofundado sobre o modo de atuar dos profissionais e a rotina de trabalho de todos os setores é fundamental. “Os ataques cibernéticos geralmente são os menos nocivos ao negócio. Eles até podem danificar algumas máquinas, o que gera um custo extra e, em alguns casos vírus como o ransomware colocam em xeque o acesso aos dados. No entanto, preparar os profissionais para evitar o vazamento de informações sigilosas, e fazer uma boa distribuição de acessos através de uma política da segurança eficaz nem sempre entra no radar dos CEOs e diretores”, avalia.

Para Paulo Silva, três atitudes são essenciais na prevenção do vazamento de dados: a criação e uma política interna de segurança, regras definidas de acesso e atenção aos dados compartilhados fora da empresa.

“A primeira coisa que as empresas devem saber é que a maioria dos vazamentos ocorre internamente. Muitas vezes o colaborador nem está ciente de que não poderia comentar sobre alguns assuntos com amigos ou compartilhar dados e informações com pessoas de fora da companhia. Por isso, uma política pensada de acordo com a realidade dos negócios é essencial. Assim, gestores irão definir e registrar publicamente o que pode ou não ser compartilhado, o que é sigiloso e, principalmente, quem terá acesso”, explica o especialista.

A criação dessas regras, de acordo com o diretor da Tracker, permitirá à companhia um mapeamento de sua real situação. “Quando realizo esse processo é comum que a empresa perceba que informações importantes sobre seu faturamento ou os dados de seus clientes, por exemplo, podem ser acessados por colaboradores de qualquer nível hierárquico. Neste caso é preciso dar o próximo passo: definir o que cada profissional pode conferir. Segurança não tem nada a ver com bloquear a internet, mas sim fazer bom uso dela, para os fins corretos e com acessos seguros. Se o colaborador não pode ver informações que só dizem respeito aos diretores, a chance de vazamento é muito menor”, salienta.

Por último, Paulo afirma que o trabalho remoto deve ser avaliado e existir regras claras a respeito. Até 2020, segundo a Frost & Sullivan, mais de 1,5 bilhão de pessoas atuarão fora dos escritórios. A vulnerabilidade das informações também deve crescer nessas proporções, avalia o especialista. “É comum, com o avanço de dados e sistemas em nuvem, que acessemos e salvemos dados corporativos em diferentes locais e dispositivos. A empresa deve ter um cuidado especial, definindo regras para isso, optando por sistemas via login e senha e permissões de acordo com o perfil de cada profissional. A ameaça de vazamento, nestes casos, ocorre de duas formas: um ataque cibernético pelos dispositivos móveis e login em redes não confiáveis ou um vazamento interno, através de compartilhamento não permitido, um colaborador insatisfeito ou um ex-funcionário que continua com possibilidade de acesso aso dados. Vale verificar cada um destes aspectos e contar com auxílio profissional para evitar o problema”, finaliza.

Crédito da foto – Daniel-Zimmermann.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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