Magazine Luiza fecha 2016 com receita e lucro em alta

O Magazine Luiza (BMF&Bovespa: MGLU3), uma das maiores redes de varejo do Brasil, acaba de apresentar à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) seu resultado fiscal do exercício 2016. Apesar das dificuldades impostas por mais um período de retração econômica, a companhia apresenta resultados positivos e crescentes em todos os seus indicadores financeiros, com evolução consistente da performance ao longo do ano passado.

Em 2016, o Magazine Luiza atingiu um faturamento total de 11,4 bilhões de reais, crescimento de 8,3% em relação ao resultado do ano anterior. O desempenho significou ganho de participação de mercado nas principais categorias de produtos oferecidas pela empresa. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as vendas nominais totais de eletroeletrônicos e móveis caíram 7,5% no ano passado.

O lucro líquido anual da companhia chegou a 86,6 milhões de reais – revertendo prejuízo registrado em 2015. Nos 12 meses de 2016, o Ebtida atingiu 714,6 milhões de reais e o endividamento líquido foi reduzido em 353,2 milhões de reais. Com isso, a relação dívida líquida ajustada/Ebtida passou de 1 para 0,2 entre dezembro de 2015 e dezembro de 2016, menor índice histórico para o último trimestre do ano.
Por trás dos bons resultados apresentados pela companhia, está uma série de ações de melhoria da gestão e controle de despesas, incluindo a aplicação do Orçamento Base Zero (OBZ). Os números também são fruto da estratégia de transformação do Magazine Luiza em uma empresa digital, com pontos físicos e calor humano. Essa estratégia envolve desde o treinamento contínuo de vendedores e um sistema de distribuição único para todos os canais de venda até o desenvolvimento de um sistema proprietário de recomendação de compras, a aposta em novos canais como o site de e-commerce Época Cosméticos e a introdução de estratégias multicanal como o Retire na Loja, que permite que o cliente compre no site ou no app e retire o produto nas lojas físicas da rede.

No quarto trimestre de 2016, as vendas digitais do Magazine Luiza registraram uma participação recorde no total de receitas da companhia: 26,3%, com crescimento de 41,4% no período. Trata-se de um percentual muito superior ao do mercado. Segundo do E-bit, o e-commerce brasileiro registrou uma expansão média de 8,2% nos últimos três meses do ano.

A estratégia de aprofundamento contínuo da integração dos diferentes canais de vendas, também beneficiou o resultado das 800 lojas físicas da rede. Considerando-se os mesmos pontos, o aumento de vendas no quarto trimestre de 2016 foi de 6%.

A venda de celulares foi impulsionada pelo serviço de buy-back, no qual o celular usado do cliente serve como parte do pagamento na compra de um modelo novo. Além disso, as lojas ganharam novos serviços digitais, como wi-fi disponível para os clientes, além de passarem a vender cartões de conteúdo para plataformas como Netflix, Google Play e para games. Os vendedores também podem vender o Lu Conecta, serviço de instalação de aplicativos e configuração de smartphone, além de Help Desk para tirar dúvidas.

UM QUARTO TRIMESTRE FORTE
Os três últimos meses de 2016 confirmaram a tendência de melhoria progressiva e consistente dos indicadores do Magazine Luiza. As vendas brutas consolidadas cresceram 14,3% no período, atingindo 3,4 bilhões de reais.
Graças a um cenário de mais racionalidade de preços no mercado de e-commerce e nas lojas físicas, e ao aumento de participação nas vendas de categorias mais rentáveis, a margem bruta aumentou 0,7 ponto percentual no período, chegando a 29,6%.

A geração de caixa operacional também apresentou uma evolução significativa, com resultado positivo de 653,7 milhões de reais. O lucro líquido no período foi de 46,1 milhões de reais – melhor resultado de 2016.
Em novembro, o Magazine Luiza teve o melhor Black Friday de sua história, o que contribuiu para o crescimento de mais de 40% das vendas via e-commerce no período.

DESTAQUES DE 2016
Ganho consistente de participação de mercado
Crescimento expressivo do e-commerce. A empresa atingiu a marca de 4,5 milhões de downloads em seu aplicativo de vendas mobile.
Aumento da margem bruta, diluição significativa das despesas operacionais e forte crescimento do EBITDA e do lucro líquido. Além de melhora no capital de giro, geração de caixa operacional e redução significativa do endividamento líquido.
No ano, mais de 80 mil SKUs foram incorporados ao MarketPlace do Magazine Luiza. Categorias como produtos para pets, jóias, livros, bebidas e alimentos passaram a ser vendidas virtualmente. Parceiros como Multi-Ar, Whirlpool, Empório da Cerveja, Toymania, Multishop, entre outros, foram incluídos na lista.
Em dezembro de 2016, a empresa operava 800 lojas. Apenas no quarto trimestre, 15 lojas foram inauguradas.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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