Faep é contra venda do BRDE ao Governo Federal

Diante da possível venda por parte do governo do Rio Grande do Sul de sua participação no Banco Regional do Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) ao Governo Federal, mais especificamente ao Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), para ajudar a sanar as dificuldades para fechar as contas públicas, o grupo de entidades que formam o G7 (Faep, Fecomércio, Fiep, Fetranspar, Faciap, Fecoopar e ACP) assinou um documento destinado ao governo do Paraná se posicionando contra ao repasse do controle do banco regional ao BNDES. O governo gaúcho receberia R$ 2 bilhões com essa operação, conforme estimativa da Secretaria de Fazenda gaúcha.

O documento do G7 enfatiza que é preciso deixar claro que o BRDE pertence, de forma igualitária (33%), ao Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. “Desta forma, é preciso averiguar se há, por parte dos demais associados, interesse em se desfazer deste banco de desenvolvimento”, prossegue o texto.

O grupo defende que o BRDE tem prestado uma grande contribuição ao desenvolvimento econômico do Paraná. Segundo o documento, a instituição financeira se constitui na principal fonte de recursos para investimentos da indústria, comércio e, em especial, no agronegócio. “Além disso, não há nenhuma garantia de que o BNDES volte a investir os mesmos valores no Paraná.

Sem a ação do banco de fomento local, é possível que os investimentos financeiros sejam distribuídos pelo BNDES para outras regiões”, escreve o G7. O governador Beto Richa, em evento na Universidade Positivo no dia 3 de agosto, garantiu que o governo do Paraná não tem interesse em repassar sua parte no controle do banco para o governo federal. Se dirigindo ao vice-presidente do BRDE, Orlando Pessuti (que também estava presente no evento), Richa disse que vai apoiar para que seja possível a instituição financeira resistir. “Nosso governo sempre investiu muito no fortalecimento do BRDE, que tem extrema importância em projetos cruciais para que nosso Estado siga em frente”, disse.

O BRDE é uma instituição importante para o financiamento do setor produtivo de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Controlado pelos três estados, a estimativa é o saldo de aplicações pela instituição financeira seja de R$ 5,7 bilhões somente no Paraná. Boa parte desses recursos é voltada a projetos relacionados ao agronegócio.

Lucro mesmo na crise

Em 2016, quando a economia do Brasil andou de ré, o BRDE fechou com um lucro líquido de R$ 117,6 milhões. Nos 12 meses do ano passado, foram financiados R$ 3,28 bilhões, sendo R$ 819 milhões para a agropecuária. O banco teve no período 36 mil clientes, em 1.095 cidades, somando 7.692 novas operações de crédito. Com 41,6% do total de aportes, o Paraná foi o Estado com maior número de financiamentos concedidos.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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