CNC orienta setores sobre a nova alíquota da CBS

CNC orienta setores sobre a nova alíquota da CBS

Confederação recomenda que as empresas se preparem para o novo modelo tributário

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) acompanha cada nova definição sobre a Reforma Tributária e orienta os setores representados sobre o cálculo da alíquota de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) para 2027, calculado e divulgado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) nesta quarta-feira (28). O percentual calculado foi de 11,3468% e, conforme os critérios previstos na Lei Complementar nº 214/2025, corresponde a uma alíquota de 11,3%.

Segundo alerta a CNC, apesar da divulgação pelo TCU, os 11,3% ainda não representam a alíquota de referência definitivamente fixada para 2027. O cálculo deverá ser encaminhado ao Senado Federal, a quem caberá fixar a alíquota de referência por meio de resolução, observados os procedimentos e prazos estabelecidos na legislação. Nesse sentido, o percentual divulgado pelo TCU deve ser considerado, neste momento, como uma referência técnica relevante para o planejamento das empresas, mas ainda sujeita à definição pelo Senado.

A CNC também destaca que o percentual divulgado diz respeito exclusivamente à CBS. Ele não contempla a alíquota do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), tributo de competência compartilhada entre estados, Distrito Federal e municípios e que, juntamente com a CBS, formará o chamado IVA dual brasileiro.

Além disso, a tributação efetivamente incidente sobre cada operação dependerá de diversos fatores previstos na regulamentação da reforma, incluindo regimes diferenciados e específicos, reduções de alíquota, hipóteses de tributação favorecida e o aproveitamento de créditos.

Alíquota-padrão conjunta pode se aproximar de 30%

Considerando, apenas para fins de projeção, os 11,3% calculados para a CBS e uma estimativa de 18,7% para o IBS, a soma das alíquotas alcançaria aproximadamente 30%.

O percentual, contudo, não corresponde a uma alíquota oficial do IVA dual nem deve ser interpretado como a carga aplicável às operações em 2027. Trata-se de uma estimativa construída a partir da combinação de referências para os dois tributos, cujas alíquotas e regras de transição seguem os procedimentos definidos na legislação da reforma.

Ainda assim, o patamar reforça a necessidade de atenção do setor produtivo em relação aos possíveis impactos econômicos e operacionais da implementação do novo sistema.

A recomendação da CNC é que empresas e seus gestores estejam atentos às divulgações de alíquotas e intensifiquem a preparação para o novo modelo tributário vigente a partir de 2027.

Entre os principais pontos de atenção estão a adequação dos sistemas fiscais e de gestão, a emissão de documentos fiscais, a revisão de contratos, a formação de preços, o aproveitamento de créditos e a avaliação dos impactos sobre margens e fluxo de caixa.

A transição para a CBS e o IBS exigirá preparação integrada das áreas tributária, contábil, financeira, jurídica, comercial e de tecnologia, especialmente diante das alterações na sistemática de créditos e na tributação das cadeias de bens e serviços.

A CNC continuará atuando ativamente na regulamentação e nas próximas etapas de implementação da reforma tributária, com atenção aos seus efeitos sobre o comércio de bens, serviços e turismo.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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