Criptografia pode proteger os arquivos

Computadores pessoais e corporativos armazenam grandes quantidades de informações, que podem gerar transtornos se caírem em mãos erradas. O roubo de documentos e fotos tem se tornado frequente e trazido muita dor de cabeça para as vítimas. Contar com um sistema seguro é primordial para proteger nossa privacidade. Por isso, ter uma unidade de armazenamento com criptografia pode ser essencial.

Mas, o que é criptografia? É o suficiente para proteger uma máquina? Essas são algumas das perguntas respondidas pela Micron Technology, empresa líder em fabricação de memórias. O diretor de vendas para América Latina e Caribe, Ricardo Vidal, esclarece cinco principais dúvidas dos usuários.

1. Como funciona a criptografia de dados?
A criptografia é uma ferramenta que, por meio de algoritmos matemáticos e derivados de maneira aleatória, permite converter informações ‘abertas’ em dados cifrados, que só podem ser desbloqueados com a mesma combinação gerada previamente pelo disco de armazenamento. “Todos os arquivos, rotas de acesso, sistemas operacionais e softwares ficam protegidos por um código que impede acessos indesejados”, explica Ricardo Vidal.

2. Todos os discos de armazenamento contam com esse sistema?
O disco rígido (HD) é composto por vários discos unificados, por um mesmo eixo que gira em uma grande velocidade. Por não terem a criptografia incorporada, os usuários que queiram utilizar essa função em seus HDs, precisam instalar uma ferramenta separadamente.

Hoje, alguns discos de estado sólido (SSDs) disponíveis no mercado já vem com o sistema de criptografia incorporado. “Além de conter essa ferramenta em todos os dispositivos, a linha Crucial também é compatível com programas que requerem encriptação em seu funcionamento. É algo que nem todos os SSDs do mercado tem incluso”, analisa Vidal.

3. Existem diferente niveís de criptografía?
Não se trata apenas de criptografar os dados. Essa proteção também abrange distintas áreas do equipamento e se divide da seguinte maneira: arquivos e rotas de acesso; sistemas operacionais e sistemas de arranque. A encriptação pode ser feita de maneira parcial ou completa. Quando engloba todas as áreas, o processo se chama Criptografia Completa do Disco (do inglês, FDE – Full Disk Encryption), sendo o método mais seguro.

4. Senhas, reconhecimento facial, impressão digital, credenciais…
Existem métodos distintos para proteger os arquivos e sistemas operacionais dos dispositivos que contam com a criptografia. Os mais avançados podem ser feitos com identificação biométrica, impressão digital ou cartões virtuais, mas em casos de usuários finais a forma mais tradicional para proteger seu computador é com senhas.

Mesmo a criptografia sendo um método seguro, é necessário contar com uma contrassenha que seja difícil de decifrar. A recomendação é usar senhas extensas, compostas (com números, letras e símbolos) e fugindo do básico, já que formas simples podem ser descobertas por hackers em poucos minutos.

5. Contar com um disco encriptado é o básico para proteger seu computador.
Contar com um SSD com sistema de criptografia é uma barreira importante diante a um ataque externo ao seu equipamento. A Micron enfatiza que esta é só uma parte quando se trata de evitar o extravio de informações. Por isso que, mais do que o disco, a recomendação de especialistas é contar com um antivírus que esteja sempre atualizado, trocar as senhas constantemente e ter um respaldo (seja uma nuvem ou um disco externo). Com essas práticas, o usuário poderá ficar tranquilo sobre os dados salvos.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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