Redes Sociais podem interferir nas contratações

Tudo o que é postado nas redes sociais pode ser analisado como algo positivo ou negativo – extraoficialmente – por parte das empresas e, é melhor que o candidato à uma vaga de emprego tome certos cuidados com o que se posta nas redes. Antes de mais nada é importante deixar bem claro que os recrutadores e gestores de recursos humanos não analisam postagens e Likes do Face para a contratação.

Quem pode atrapalhar é a opinião final de outra pessoa: o gestor da empresa contratante. É por isso que a master coach, Bianca Caselato, alerta que uma imagem postada em uma rede social pode ser encarada como um indicativo de comportamento na vida real dependendo de quem está olhando a imagem. “A pessoa que está procurando uma recolocação ou mesmo uma oportunidade de mudar de carreira pode ser aprovada após um processo de contratação, mas se depois de tudo o dono da empresa ou o gestor da vaga der uma olhada nas redes sociais e encontrar várias fotos consideradas constrangedoras, este responsável pela contratação pode ficar com um pé atrás e até mesmo cancelar a contratação.”

O estilo de comentários também possui o mesmo efeito, ainda mais com temas polêmicos e em um momento de polarização em diversas áreas da sociedade. Pensando na questão política, por exemplo, Bianca explica que o dono da empresa pode ser de esquerda e o candidato de direita e, dependendo de certos comentários ou postagens, a efetivação da vaga pode se complicar.

Até onde é possível ir?

Não existe um “limite seguro” nestes casos, mas Bianca Caselato orienta que o melhor a se fazer é se resguardar e não se expor tanto. Há também o outro lado, donos de empresas que buscam profissionais que gostem das mesmas coisas que ele.  “E daí que a pessoa gosta de beber cerveja? Pode ser que o dono da empresa também goste e está tudo bem . Ele pode contratar independente do que o candidato está publicando. Mesmo assim na maioria das vezes o ideal é evitar exageros nestas publicações. Tem empresários que interpretam um padrão de comportamento nestas redes sociais.”

Ser autêntico pesa muito

A master coach explica que a sinceridade da pessoa candidato também pesa. Se durante uma entrevista este candidato afirmar que não bebe, mas no Facebook a foto de perfil está lá esta pessoa com garrafas de cerveja, este é um caso de incoerência. “Isso muda se durante a entrevista esta pessoa informar quando perguntado que bebe moderadamente. Neste caso ter no Facebook diversas fotos bebendo com amigos em um bar não tem problema algum. Vai muito do caráter da pessoa também em ser sincera. Claro que não se pode privar da vida pessoal por causa da vida profissional e já tem empresas que sabem separar muito bem esta questão.”

As vagas contratadas são para um bom profissional durante um horário determinado e muitas empresas já entenderam que ter uma foto mais à vontade no perfil não significa que a pessoa vá trabalhar desta maneira – afinal de contas, ninguém sai à noite usando roupa de trabalho: “A análise do comportamento profissional deve ser feito através do LinkedIn e não pelo Facebook, porém ainda encontramos situações em que algumas empresas insistem em olhar a rede de Zuckerberg para esta finalidade. “

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *